Aluno de uma escola no Portal Caiobá em Campo Grande, chegou à escola com marcas de queimaduras pelo corpo. A GCM foi acionada e caso segue sob investigação da DPCA.

Uma criança de 8 anos foi encaminhada à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) nesta sexta-feira (08/08) em Campo Grande, depois que funcionários da escola onde estuda perceberam marcas de queimadura pelo corpo e a criança relatou que a própria mãe a havia queimado com uma colher quente como punição por ter comido um doce.
O episódio foi registrado por profissionais da unidade localizada no bairro Portal Caiobá, que acionaram a Ronda Escolar da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Segundo relatos, os professores e a coordenadora pedagógica notaram lesões nas mãos, nas costas e no pescoço do aluno. Ao ser questionado, o menino afirmou que a mãe aplicou o castigo com a colher quente; a equipe da escola acompanhou a criança até a chegada da GCM, que a conduziu à DEPCA para registro e início das providências de proteção.
A mãe não foi localizada imediatamente pela equipe policial, mas, segundo apurações, teria se dirigido à delegacia posteriormente para prestar esclarecimentos. A DEPCA abriu investigação para apurar a veracidade das informações, a extensão das lesões e a ocorrência de eventuais maus-tratos reiterados; a unidade mantém detalhes do inquérito em sigilo enquanto colhe depoimentos e documentos.
Casos semelhantes já foram objeto de processos criminais em outras partes do país e, dependendo do resultado das investigações, a conduta pode ser enquadrada como maus-tratos (artigo 136 do Código Penal) ou outros delitos previstos na legislação de proteção à criança.
A autoridade policial responsável poderá determinar medidas protetivas em favor da criança, assim como acionamento do Conselho Tutelar e encaminhamentos socioassistenciais se necessário.
Organizações e especialistas ouvidos sobre queimaduras infantis ressaltam que situações de punição corporal com objetos aquecidos deixam marcas físicas e psicológicas e exigem resposta rápida das redes de proteção. A comunidade escolar, ao identificar sinais de violência, tem papel central para a proteção da criança, pois é comum que vítimas revelem o abuso quando em ambiente seguro e acolhedor.
A DEPCA e a Polícia Civil conduzem agora a apuração dos fatos em Campo Grande.






