Separados, mas morando debaixo do mesmo teto, Antônio que matou Rosana de 62 anos com pauladas na cabeça, na noite do último sábado, desqualificou a honra da vítima para justificar seus atos.

Antônio Lima Ohara, de 73 anos, matou a ex-companheira Rosana Candia Ohara, de 62 anos, a pauladas na madrugada de 25 de janeiro de 2026, no bairro Vila Guarani, em Corumbá (MS).
O casal, viveu junto por mais de 40 anos e estava separado há cerca de três anos, mas continuava morando na mesma casa na Rua Bahia, onde o crime ocorreu. Vizinhos relataram gritos de socorro e viram Antônio agredindo Rosana com um pedaço de madeira no rosto e na cabeça, mesmo após ela cair no chão.
Versão do acusado: traição e negação cheias de contradições
Durante interrogatório, Antônio justificou o feminicídio alegando uma “traição” descoberta há três anos via denúncia anônima, o que o levou a separar, mas sem sair da casa. Ele negou agressões passadas, apesar de vizinhos confirmarem brigas frequentes, e disse que a discussão começou porque interpretou que Rosana queria expulsá-lo do imóvel. A narrativa contraria os depoimentos: ele sorria durante as agressões, ignorou alertas de morte e ameaçou intercessores, fugindo de bicicleta com uma faca.
Frieza extrema: sorrisos, chá de camomila e ameaças
Testemunhas viram Antônio sorrir enquanto batia em Rosana agonizante e ameaçá-las de morte se aproximassem. Localizado na casa de um parente, reagiu à prisão pedindo “tomar um chá de camomila primeiro”, preparado pela cunhada, e precisou ser algemado. Na delegacia, ameaçou policiais alegando ser “influente”, parente do prefeito e capaz de “acabar com suas carreiras”.
Justiça age rápido diante da violência
A juíza Melina Machado Mescouto Fialho converteu a prisão em flagrante em preventiva na audiência de custódia de 25 de janeiro, citando indícios de autoria por depoimentos e provas. Este é o segundo feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026, destacando a violência alarmante contra mulheres na região.






