Bancada feminina tem apoio total e comprometido dos colegas no protesto contra a violência de gênero em MS.

As três deputadas estaduais de Mato Grosso do Sul – Mara Caseiro (PL), Lia Nogueira (PSDB) e Gleice Jane (PT) – reforçaram o tom de voz para cobrar providências preventivas contra a onda de feminicídios, cada dia mais alarmante em território sul-mato-grossense.
O protesto recebeu o apoio dos demais colegas (são 21 homens), que ressaltaram a importância da mobilização ampla dos poderes públicos e sociedade civil organizada.
Os números oficiais registram que de janeiro até (segunda-feira,13/04) haviam sido assassinadas 11 mulheres no Estado.

A deputada Mara Caseiro citou os números do Monitor da Violência Contra a Mulher e abordou um dos casos mais recentes, em que a vítima foi morta pelo companheiro em frente à filha de nove anos. Por coincidência, o crime ocorreu em Eldorado, cidade onde Mara foi prefeita em dois mandatos.
“As mortes têm registros oficiais, os notificados. Porém, há casos subnotificados, que não atestam cientificamente as causas. Meu Deus, como é que podemos dar maior valor a bens materiais do que à vida” – indagou. A mulher foi morta porque pediu a partilha dos bens e tinha medida protetiva. O Judiciário não poderia fazer um trabalho pela saúde mental desse homem, chama-lo para conversar?”, questionou novamente.

Falar do problema
Lia Nogueira afirmou ser preciso mais que uma rede de proteção. “Temos que falar do problema, de rede de proteção, de política pública e ferramentas eficazes, pois há quem questione as leis”, observou. “E se não tivéssemos leis? O cenário seria mais desolador. Vamos levar mais educação às crianças”, defendeu.
Já o deputado Paulo Duarte (PSDB) pontuou: “Conscientização, educação, campanha preventiva reforçada e penas mais duras são receitas eficazes”.
Segundo o presidente da Alems, Gerson Claro (PP), e a deputada Gleice Jane (PT), a resposta ao desafio da violência de gênero está na educação e nas influências culturais, contaminadas pelo uso criminoso da Internet. “É preciso melhorar os mecanismos de conscientização”, advogou Gerson.
“A educação e a cultura são as bases da evolução de todas as civilizações. Nelas estão as respostas a todo tipo de violência e preconceito”, emendou Gleice.






