O namorado da adolescente de 14 anos, um jovem de 17, entrou em luta corporal com idoso armado para salvar vítima no Bairro Itamaracá, na Capital.
Uma adolescente de 14 anos foi vítima de tentativa de estupro na noite de quinta-feira (02/07), no Bairro Itamaracá, em Campo Grande. A jovem conseguiu escapar após o namorado, de 17 anos, invadir o imóvel onde ela era mantida e entrar em confronto com o suspeito, um idoso de 72 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima caminhava pela Rua Nor Lemes Barbosa acompanhada de uma amiga e do namorado, quando se afastou dos dois. Nesse momento, o homem saiu de uma residência, a agarrou pelos cabelos e a arrastou para dentro do imóvel.
A adolescente relatou que gritou por socorro enquanto era puxada e, já dentro da casa, foi ameaçada com uma faca encostada em seu pescoço. Segundo o depoimento, o suspeito afirmou “agora é só eu e você” e passou a tocar suas partes íntimas, chegando a colocar a mão por dentro de sua roupa.
Os gritos foram ouvidos pelo namorado e pela amiga, que foram até a residência. O jovem conseguiu entrar no local e entrou em luta corporal com o agressor. Durante o confronto, ele encontrou um canivete e o utilizou para se defender, atingindo o idoso no rosto e no pescoço.
Após a intervenção, a adolescente foi libertada e, junto com o namorado e a amiga, correu até a casa dos pais, que acionaram a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram ao endereço indicado, encontraram o suspeito ferido, tentando conter o sangramento com uma toalha. Durante a abordagem, uma faca foi localizada presa à cintura dele.
No interior da residência, os militares apreenderam duas facas — entre elas uma faca de serra reconhecida pela vítima — além do canivete utilizado no confronto, preservativos e medicamentos para disfunção erétil.
O adolescente de 17 anos sofreu ferimentos no pé esquerdo e na nuca, sendo encaminhado para atendimento médico na Santa Casa.
A vítima e a testemunha foram levadas, acompanhadas da mãe, para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), onde o caso foi registrado e segue sob investigação.






