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Campo Grande, 03 de outubro de 2026

Ponte internacional da Rota Bioceânica deve movimentar 250 caminhões por dia a partir de 2026

  • 28 de novembro, 2025
  • Infraestrutura, Internacional, Trânsito, Transporte
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Obra na fronteira de Porto Murtinho acelera integração logística com o Mercosul e promete revolucionar exportações pelo Pacífico.

Com a conclusão da ponte e dos acessos rodoviários de cerca de 13 km no lado brasileiro, o transporte passará a ser mais competitivo. Empresas poderão escoar cargas pelo Pacífico, evitando trajetos longos e caros até o Atlântico.

A Receita Federal estima que a nova ponte da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, irá receber inicialmente cerca de 250 caminhões por dia quando for inaugurada, prevista para o segundo semestre de 2026. O empreendimento é considerado estratégico para a economia sul-mato-grossense, consolidando um corredor logístico internacional que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico.​​

A ponte terá 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, incluindo trechos estaiados e viadutos de acesso. No Brasil, são cerca de 13 km de obras rodoviárias, além de complexos aduaneiros que facilitarão a fiscalização e o despacho de cargas. Com investimento superior a R$ 575 milhões, financiado principalmente pela Itaipu Binacional no lado paraguaio, a obra já está mais de 80% concluída e deve impulsionar o comércio regional e internacional de Mato Grosso do Sul.​

A ponte Bioceânica promete se tornar um marco logístico para a América do Sul, ampliando as rotas comerciais e reduzindo custos de exportação. A expectativa de movimentar 250 caminhões por dia é apenas o início de um fluxo que pode crescer exponencialmente nos próximos anos.

A expectativa é que o fluxo inicial de caminhões cresça à medida que o corredor ganhe robustez, com redução projetada de até 30% nos custos logísticos e encurtamento de até 15 dias no tempo de exportação de mercadorias para a Ásia, tornando-se alternativa competitiva ao Canal do Panamá. Isso beneficiará principalmente o agronegócio e a indústria, fortalecendo as cadeias produtivas, gerando empregos e atraindo investimentos para a região de Porto Murtinho e entorno.​

Além do avanço para o Brasil e Mercosul, autoridades locais veem na ponte uma transformação para Porto Murtinho, que passará de rota secundária a hub logístico nacional, integrando-se diretamente aos mercados do Pacífico e da Ásia. Com centros alfandegários modernos, a Ponte Bioceânica promete ser um marco logístico para o continente sul-americano, ampliando as rotas comerciais e reduzindo custos para exportadores e importadores.​​

Atualmente, as obras estão 82% concluídas, de acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). Além da ligação física, estão previstos complexos alfandegários integrados nos dois países, fundamentais para dar agilidade ao comércio exterior.

A obra é peça-chave da Rota Bioceânica Rodoviária e faz parte de uma iniciativa internacional envolvendo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com previsão de entrega total até o final de 2026. O sucesso do projeto dependerá da eficiência na integração aduaneira e na capacidade de atrair grandes volumes de cargas.​

 (Foto Capa: Mairinco de Pauda/Semadesc)

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