Pela segunda vez senador lidera colegiado que fiscaliza a Abin, as Forças Armadas e a Polícia Federal.

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) já está sendo presidida novamente pelo senador Nelsinho Trad (PSD).
Para a segunda gestão, ele assegura que o trabalho, mesmo com novos e complexos desafios, será dos mais produtivos, assegurando a disposição de otimizar as atividades deste órgão do Congresso Nacional, que fiscaliza a atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal.
Trata-se de uma investidura de elevada responsabilidade e grande importância para o Brasil A CCAI pode convocar autoridades, requisitar documentos e acompanhar ações do Sistema Brasileiro de Inteligência.
A comissão congressual trata também de temas que impactam diretamente Mato Grosso do Sul, um estado de fronteira com dois países e desafios de segurança pública que extrapolam a esfera local, explicou.
“Não é só o tráfico de drogas. É o tráfico de armas, contrabando, crimes ambientais e atividades criminosas de organizações que operam além das fronteiras, um contexto de transgressões que precisam da nossa máxima atenção”, disse. A presença marcante nas agendas de distensão e entendimento plurinacional credencia o senador sul-mato-grossense para mais esta missão.
Atuação marcante
Nelsinho Trad cumpriu papel decisivo em demandas internacionais de alto significado, como na busca de negociações com o governo dos EUA para solucionar o tarifaço aplicado contra o Brasil e na intrincada crise diplomática com o Paraguai.
Este impasse surgiu com denúncias de uma suposta operação da Abin para obter informações confidenciais de autoridades paraguaias.
O episódio provocou a suspensão de negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu. O instrumento trata como o excedente de energia da usina binacional é vendido e precificado, impactando os consumidores e o comércio de energia nos dois países.
“Temos neste caso dois países que, depois de um conflito armado, construíram uma das mais sólidas e produtivas relações, tanto afetivas, como comerciais e culturais. Não dá para separar Brasil do Paraguai. A solução existe e existiu: é dialogar”, concluiu.






