Ferramenta do Ministério da Justiça amplia alcance e pode ser usada até 15 dias após o roubo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou nesta quinta-feira (11/12) uma atualização significativa no sistema Celular Seguro, ferramenta criada para combater furtos e roubos de celulares no país. Agora, o bloqueio do dispositivo e de aplicativos bancários pode ser feito mesmo que o aplicativo não esteja instalado no aparelho — uma medida que amplia o alcance e a eficiência do serviço.
De acordo com o MJSP, o bloqueio pode ser solicitado em até 15 dias após o roubo e realizado de forma remota por qualquer dispositivo com acesso à internet, seja computador, tablet ou outro celular. O usuário deve acessar o site oficial do Celular Seguro ou o aplicativo, utilizando sua conta gov.br associada ao CPF do titular da linha telefônica.
Após o login, é necessário informar a data e o horário do furto, além do número da linha. O IMEI (código de identificação do aparelho), antes obrigatório, não é mais exigido. Apenas o titular da linha pode realizar o bloqueio, garantindo mais segurança no processo.
A plataforma possibilita desativar o aparelho, a linha telefônica e os aplicativos bancários conectados. Também oferece a opção de cadastrar “pessoas de confiança” — contatos que podem ajudar em bloqueios futuros, caso o titular esteja impossibilitado.
Alerta para aparelhos roubados
O sistema envia mensagens automáticas a celulares roubados ou furtados que ainda estiverem em uso, informando sobre a condição de bloqueio e orientando o portador a procurar uma delegacia. Quem tiver a nota fiscal pode apresentá-la como comprovação de propriedade. Sem o documento, a recomendação é entregar o aparelho às autoridades.
De acordo com dados divulgados pelo MJSP, o programa já bloqueou 183 mil celulares desde abril, quando passou a emitir alertas e notificações. Atualmente, mais de 3,6 milhões de brasileiros possuem cadastros ativos no sistema. Com a nova função, todos podem solicitar bloqueios mesmo sem registro prévio, tornando o serviço mais acessível em situações de emergência.
Parceria nacional contra o crime digital
A ampliação do programa é resultado de uma operação conjunta entre o MJSP, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), operadoras de telefonia e instituições financeiras.
O objetivo é dificultar o uso de celulares roubados e impedir o acesso de criminosos a dados sigilosos e contas bancárias.
O secretário-executivo do MJSP, Manoel Neto, destacou que a atualização representa um passo importante para o fortalecimento da segurança digital no país.
“A novidade amplia a abrangência do sistema e o torna acessível a todos os brasileiros. O serviço também oferece o modo de recuperação e bloqueio de aplicativos financeiros”, afirmou.
Segundo o ministério, o Celular Seguro faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado digital, que inclui o monitoramento em tempo real de tentativas de uso irregular de aparelhos e a integração com bancos para bloqueios automáticos de perfis suspeitos.
Com o novo formato, o governo espera reduzir drasticamente a revenda de dispositivos roubados — um dos principais motores do furto de celulares no Brasil.
Como usar o Celular Seguro em caso de roubo ou furto
Acesse o site
-Entre em celularseguro.mj.gov.br ou abra o aplicativo Celular Seguro em outro celular, tablet ou computador.
-Faça login com sua conta gov.br vinculada ao seu CPF.
-Registre a ocorrência
-Selecione a opção para registrar roubo, furto ou perda do aparelho.
-Informe data, horário e o número da linha telefônica usada no celular roubado.
-Confirme o bloqueio
-Escolha o tipo de bloqueio desejado (aparelho, linha e serviços financeiros) conforme as opções exibidas na plataforma.
-Conclua o registro para que operadoras, bancos e parceiros iniciem os bloqueios automáticos.
Use pessoas de confiança
Caso já tenha cadastrado contatos de confiança, eles também podem registrar a ocorrência em seu nome, usando o próprio acesso ao Celular Seguro.
Procure a polícia
Registre um boletim de ocorrência na delegacia ou pela delegacia virtual do seu estado, se disponível.
Se estiver com a nota fiscal, apresente-a; se não tiver, siga a orientação policial sobre o aparelho eventualmente recuperado.






