Gerson Claro diz que “nunca tinha visto fake news da Tribuna” ao rebater João Henrique

Na sessão desta terça-feira (25), o deputado estadual, João Henrique Catan (PL), usou a tribuna para defender o capitão Contar (PRTB), que segundo ele estaria sofrendo uma perseguição fora dos limites da campanha eleitoral.
Para isso citou o vídeo que o ex-prefeito Gilmar Olarte, condenado em maio do ano passado a oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

No vídeo o pastor pede voto para o Capitão Contar, lembrando que a esposa do militar, Iara Silva Diniz, é amiga de confiança e foi seu “braço direito” na Prefeitura da Capital.

Gérson Claro responde ataques do deputado do PL Foto Reprodução

João Henrique disse que alguém do governo, ou da campanha de Eduardo Riedel (PSDB), teria enviado o aparelho celular para Olarte, óbvio que sem provas, também deixou entender que o ex-prefeito estaria fazendo as alegações para receber algo em troca. “O Estado vigia o preso, mas deixa o celular chegar na mão do dele, você percebe no olhar dele que ele tem esperança de sair de lá”, disse. Na verdade não funcionou, Olarte foi devolvido para o regime fechado após o episódio.

Ainda o deputado do PL falou que é vergonhoso o que estão fazendo com a esposa do candidato do PRTB, Iara Diniz. “Não conseguem criticar o Capitão e partem para a baixaria, tentam sujar a história da empresaria que muito contribuiu ao Estado”, afirmou.

Também falou que viu um vídeo em que as pessoas estariam recebendo gasolina para colocar adesivo do tucano. “Não sou eu que estou falando, está nas redes sociais”, disse. Logo após os deputados Zé Teixeira , Gérson Claro e Lídio Lopes, responderam João Henrique.

Para Zé Teixeira (PSDB), a escolha é simples “Sou Bolsonarista, ajudei com recursos próprios a campanha dele, mas o Capitão não tem nenhuma experiência se comparado com a do Eduardo Riedel, que é nestes 40 anos o melhor candidato, mais preparado que já tivemos. E tem mais, eu fui reeleito nesse ano sem ficar na onda de ninguém, abro meu caminho, não ficou esperando ninguém fazer nada por mim.

Já o deputado Gérson Claro (PP), comentou que nunca tinha visto Fake News da tribuna da Assembleia “Para mim Fake News, se faz com perfis falsos, mas da tribuna é a primeira vez que eu vejo, ao lembrar que Olarte estava cumprindo pena em casa, igual ao Roberto Jefferson, que tinha um arsenal de armas inclusive granada. Lá tá tudo bem, mas aqui deputado, sem provas faz ilações, faz Fake News”, reforçou.

“O Capitão disse que vai acabar com os incentivos fiscais, para ele tudo é corrupção, mala preta, muitas empresas nem viriam para o Estado sem estes incentivos. Para mim FAKE News é um deputado não conhecer o orçamento estadual votado nessa casa”, afirmou se referindo ao candidato do PRTB

Lídio Lopes (PATRI), reafirmou que fez campanha para Marquinhos Trad (PSD) no primeiro turno. E que nesse segundo turno, ele e a esposa, Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande, conversaram com os dois postulantes ao governo. “Conversamos com Contar e Riedel, aí ficou fácil escolher, o capitão é colega nosso, mas não disse a que veio, já Riedel é uma capacidade só. Comparando, como diz a propaganda você fica com Riedel”, concluiu.

“Contra fatos não há argumentos, a Iara Diniz esteve na propaganda de Olarte, naquela gestão desastrosa, que até hoje Campo Grande sofre com o que fizeram naquela época, em que a mulher de Cotar, fazia sim, parte do governo de Olarte”, concluiu.

Vídeo: Riedel rebate fakenews criadas por correligionários de Contar

O candidato Eduardo Riedel esteve na FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) para reafirmar o seu compromisso de diálogo com a categoria

Os apoiadores do candidato do PRTB ao Governo do Estado, Renan Contar, conhecido como “Capitão Contar”, são adeptos da campanha de fakenews e dos ataques desrespeitosos a qualquer ação ou notícia que contrarie seus pontos de vista.

Exemplo disso foi a total falta de respeito e ataques a senadora Tereza Cristina (PP), eleita com 60% dos votos válidos de Mato Grosso do Sul, porque a mesma manteve seu apoio ao Eduardo Riedel e gravou um vídeo que ‘viralizou’ na internet e nos meios de comunicação na última quarta-feira (5), com o atual Presidente da República e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro, que enfatizou sua neutralidade na eleição do segundo turno em MS, por uma questão de lealdade e por ter dois palanques eleitorais no Estado.

Na ocasião, tanto os apoiadores de Contar como o próprio candidato, que soltou um vídeo após a declaração do presidente, disseram que Tereza Cristina foi às pressas a Brasília gravar um vídeo e que isso significava uma “forçação de barra”, o que é uma inverdade e um desrespeito, já que a mesma foi ministra do Governo Bolsonaro, é amiga pessoal do mesmo e também foi escolhida por ele como coordenadora de sua campanha em Mato Grosso do Sul. Além disso, por diversas vezes o próprio Bolsonaro já deixou claro seu carinho, respeito e reconhecimento a Tereza Cristina, inclusive ressaltando que a atuação dela fez com que o ministério se torna-se destaque e fosse um dos principais de seu governo.

O despreparo do Capitão Contar como gestor público tem sido evidente em suas entrevistas e aparições públicas, por esse motivo seus apoiadores optam pela campanha suja do ataque e das notícias falsas. A última tentativa apeladora foi tentar ligar Eduardo Riedel ao Lula, somente porque o candidato esteve na FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), hoje a maior entidade representativa de classe do Estado, com mais de 25 mil profissionais da educação filiados, representando mais de 50% do funcionalismo público do MS, nesta quinta-feira (6), para reafirmar seu compromisso de diálogo com a categoria e as questões que envolvem a educação pública.

Ao contrário de Eduardo Riedel, o Capitão Contar não quis assinar a Carta Compromisso com a Educação Pública da FETEMS, se recusou a visitar a entidade representativa e a debater questões como o Piso Salarial Nacional dos professores, concurso público, equiparação salarial dos concursados e convocados, valorização e carreira dos administrativos em educação, dentre outros assuntos que são de responsabilidade de um governador.

Eduardo Riedel já afirmou diversas vezes que não muda ‘um milímetro’ de seu posicionamento, o que quer dizer que continua apoiando Bolsonaro, assim como no primeiro turno, mas, ao contrário do Capitão Contar, sabe que para construir um Governo é necessário diálogo, capacidade de gerir e entendimento de que terá que sentar com a oposição ou os adversários para debater temas que são de suma importância, como a educação pública.