O “jeito Trump” de dar botinadas e semear medo no planeta

Legitimado pelo voto da maioria dos norte-americanos, presidente inicia mandato com medidas que preocupam o mundo

No dia 20 deste mês, o bilionário republicano Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos Estados Unidos. Este pode ter sido o início de um dos mais angustiantes ciclos de poder na história da humanidade – e, o que é pior, legitimado pela aprovação popular. Trump, eleito pelo voto majoritário dos norte-americanos, com ampla maioria nas duas principais casas legislativas e Suprema Corte, adonou-se de um poder absoluto e vem dando sinais de que pretende impor suas vontades, dogmas e caprichos, que abrigam intolerância e belicismo.

Fotos Edgar Clemence/AP e Melina Mara/Reuters

Desde o primeiro dia de seu mandato, já baixou ordens e decretos que revelam seu caráter centralizador e absolutista. Uma de suas primeiras medidas foi anistiar e libertar mais de 1.500 pessoas que em 6 de janeiro de 2021 invadiram e destruíram móveis do Capitólio. Depois retirou os EUA da Organização Mundial de Saúde, suspendeu as políticas públicas voltadas aos direitos dos LGBTQs e outros segmentos, proibiu o registro de norte-americanos para imigrantes recém-nascidos no País.

REPRESSÃO – Contra os imigrantes, suas ordens vêm sendo cumprida rigorosa e abusivamente. Além de redobrar as forças do Estado na fronteira. emitiu resolução encerrando o CBP One (aplicativo voltado para imigrantes) e passou a deportar todas as pessoas encontradas em situação de ilegalidade no país. Desde então, são muitos os latinos que vivem na incerteza de não saber o que acontecerá. Têm medo de ser presos em uma das muitas ações policiais.

Fotos Edgar Clemence/AP e Melina Mara/Reuters

Um grupo de 88 brasileiros foi deportado dos EUA sob algemas e correntes, durante um voo marcado por humilhações e agressões físicas dos agentes do serviço de imigração norte-americano. Só quando o avião fez seu primeiro pouso no Brasil, em Manaus, os passageiros se livraram das algemas por intervenção do presidente Lula, que não permitiu a sequência da viagem na aeronave dos EUA e enviou um avião da FAB para concluir as escalas.
Embora este processo de deportação seja fruto de um acordo entre o governo anterior, de Joe Biden, e o Brasil, a maneira como o transporte foi feito causou forte impacto mundial, em vista das humilhações aos homens, mulheres e crianças que, em sua maioria, não são criminosos. A Casa Branca se defende, afirmando que “a administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos”.

O governo brasileiro já ingressou com procedimentos cobrando das autoridades norte-americanas os relatórios das operações. Na Europa e na Ásia diversas organizações dos direitos humanos também se associaram na cobrança de responsabilidades. Indiferente a tudo, Trump mantém a mesma postura de cinismo, como a que exibiu tentando desqualificar o gesto da ao que usou para minimizar as cobranças que lhe foram feitas na terça-feira, 20, pela reverenda Mariann Edhgar Budde.

Durante um culto na Catedral Nacional de Washington, um dos atos de posse, a religiosa pediu “misericórdia” a Trump, citando sentimentos de medo entre as comunidades LGBT e imigrantes passaram a sentir com as medidas de perseguição. Irônico, Trump disse que não achou nada de bom no culto. E continua a reinar, absoluto, no afã de ampliar seus domínios, pois já avisou que quer “tomar” o Canadá e a Groenlândia.

Programa do Detran ajuda pessoas a superar o medo de dirigir

O programa é gratuito e as inscrições devem ser realizadas pelo telefone (67) 3368-0237 das 8h às 11h das 14h às 16h

Estão abertas as inscrições para o programa “Vencendo o Medo de Dirigir” oferecido pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) de forma gratuita e integrada com a Clínica Escola de Psicologia da (UCDB) Universidade Católica Dom Bosco.

Idealizado pela chefe do setor de Educação do Detran-MS, professora Inês Pereira, o projeto já atendeu mais de cinco mil pessoas ao longo dos 19 anos de existência.

Cláudia Barbosa, habilitada há mais 30 anos, mas tem medo de dirigir Foto Divulgação

Inês conta que para vencer os problemas de ordem psicológica e emocional, o programa é realizado com várias etapas, com acolhida, aula inaugural; psicoterapias; desenvolvimento dos conteúdos de legislação de trânsito, regras de circulação, direção defensiva e noções de mecânica veicular; e aula prática de quebra gelo, no contexto do trânsito.

“Depois da acolhida os alunos são encaminhados à UCDB, onde participam das sessões de psicoterapia que duram três meses, depois retornam ao Detran para aprenderem mais sobre legislação, regras e a prática no trânsito de fato. É um projeto que nos orgulha muito e ao longo dos anos tem ajudado milhares de homens e principalmente mulheres a superarem seus medos”, descreve Inês.

Renan da Cunha, psicólogo, professor e responsável pela Clínica Escola, explica que as sessões de terapia têm foco em aprender a lidar com fobias e medo adquiridos pelos alunos por algum motivo durante a vida. “A pessoa vai entendendo qual situação levou ele até ali e os instrumentos para que ela consiga controlar isso e vencer. Umas mais rápidas, outras mais devagar, mas temos tido muito sucesso”.

A idealizadora ainda ressalta que muitos dos alunos possuem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), mas não conseguem dirigir por medo.

É o caso da Cláudia Barbosa, habilitada há mais 30 anos. Ela chegava a renovar a habilitação e até comprou um carro, mas não tinha coragem nem de tirar da garagem. Ela descobriu o programa através de uma amiga e deu início ao processo que mudou sua vida.

“Foi após o programa que eu decidi que precisava fazer alguma coisa por mim e vencer esse medo. No final de outubro de 2018 eu comprei um carro, mas mesmo assim não consegui tirar ele da concessionária, foi só em abril do outro ano que peguei e hoje estou de volta ao trânsito. Foi um resgate da minha autoestima, confiança e capacidade”, conta.

As inscrições devem ser realizadas através do telefone (67) 3368-0237 das 8h às 11h/14h às 16h ou pelo email diedu@detran.ms.gov.br com nome completo, telefone e assunto “quero participar do programa vencendo o medo de dirigir”.