Preso em Dourados, autor de feminicídio seguia em fuga para o Paraná

O homem preso na tarde desta terça-feira (13) em Dourados, identificado como Bruno dos Santos Diesel, 26 anos, suspeito de ter matado a namorada Valérie Petronetro, de 48 anos, no município de Lucas do Rio Verde (MT), estaria fugindo para o estado do Paraná.

Segundo o Dourados News, o casal estava junto há cerca de um ano e a relação era conturbada, com frequentes brigas e agressões.

O crime teria acontecido no sábado (10), onde Bruno desferiu diversos golpes de faca contra Valérie que morreu no local.

Bruno furtou diversos objetos da vítima, além do veículo o qual ele abandonou no MT – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Ele furtou o celular e diversos objetos da vítima e fugiu com o carro dela. Posteriormente, abandonou o veículo Corsa Sedan ainda no Mato Grosso e fugiu de ônibus com destino à Cascavel, no Paraná.

Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) do 2° Distrito Policial de Dourados, em contato com a polícia do MT, tiveram informações do paradeiro do suspeito e na tarde de hoje (13), abordaram o ônibus na rodoviária de Dourados.

Bruno foi preso em flagrante e encaminhado ao 2° DP onde será autuado pelos crimes de feminicídio e furto. Possivelmente ele será transferido para o Mato Grosso.

O CRIME

De acordo com informações do Hipernotícias, a professora Valérie Petronetro, de 48 anos, foi encontrada morta a facadas em uma residência, na manhã de hoje (13), na cidade de Lucas do Rio Verde (MT).

Na última sexta-feira (9) ela foi à escola em que lecionava e depois não foi mais visita. Ainda segundo as informações, o ex-marido da professora foi até a residência e, após sentir um forte cheiro vindo da propriedade, acionou a Polícia Militar.

A PM encontrou a vítima caída no quarto, a casa estava revirada e com marcas de sangue em outros cômodos, indicando uma briga.

Homem acusado de torturar e assassinar ex-esposa morre no hospital

Edmilson Veríssimo dos Reis, de 34 anos, autor da morte da manicure Grazielly Karine Soares Alves de Lima, de 28 anos, no último dia 22 de junho, morreu na manhã desta segunda-feira (27) em Corumbá após ficar cinco dias internado por realizar disparo contra própria cabeça. O feminicida ligou para amigo depois do crime afirmando que tinha acabado com a vida dele.

Vítima e feminicida reatavam relacionamento – (Foto: Reprodução)

A morte foi confirmada pela Santa Casa de Corumbá, onde ele estava internado desde a última quarta-feira. Conforme o hospital, o homem apresentava sinais de morte encefálica estava sedado, em coma, e utilizava ventilação mecânica para respirar.

Edmilson fugiu do local depois do crime, ocorrido de madrugada, e foi encontrado na tarde do mesmo dia. Ele estava escondido em casa de amigos e foi descoberto após a policiais civis encontrarem a motocicleta na residência.

Os agentes adentraram a residência e, ao avistarem-nos, o autor efetuou disparo contra a própria cabeça. Ele foi socorrido e encaminhado à Santa Casa. O homem chegou com sinais vitais no pronto-socorro e foi encaminhado direto para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

Três homens estavam na casa onde Edmilson se escondeu. Eles foram detidos por favorecimento pessoal e levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil.

A delegada responsável pelo caso, Tatiana Zyngier, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Corumbá, afirmou um dia após o crime que Edmilson pode ter premeditado o feminicídio. “O casal estava possivelmente reatando o relacionamento, após três meses de separação. Tudo leva a crer que o autor vinha premeditando o crime e teve como motivação o ciúmes, depois que ele recebeu uma suposta ligação de uma mulher dizendo em que estava sendo traído pela Grazielly”, detalhou.

A responsável pelo caso, ainda, relatou que os dois teriam saído para jantar em um restaurante na noite do crime. Já sabendo da informação da suposta traição, testemunhas relatam que ambos estavam “normais” durante à noite. Porém, quando foram para casa dele, Edmilson matou a companheira.

Torturada – A suspeita da Polícia Civil é de que Grazielly tenha sido torturada por pelo menos 25 minutos antes de ser morta com objeto perfurante. Ela foi encontrada sentada em um sofá com vários retalhos no corpo. Até o cabelo da vítima foi cortado em várias partes.

O cômodo cena do crime estava revirado com garrafas de cerveja quebradas e vários objetos cortados ao meio, como celular e documentos de Grazielly.

Já havia registrado boletim – Em 8 de março, Grazielly chegou a registrar boletim de ocorrência contra Edmilson. Conviventes da vítima relataram que o suspeito é agressivo e ciumento, além de apontarem constantes brigas do casal, que estava separado há três meses.