Traficante ‘Escobar’ morre em confronto com a PM em Campo Grande

Um traficante, identificado apenas Arly ou Escobar, morreu na noite de domingo (19) após trocar tiros com a Polícia Militar em um terreno baldio localizado no cruzamento das ruas Aicas e Monalisa, no bairro Tijuca.

Policiais faziam rondas por volta das 23h30 quando se depararam com um carro parado no meio da rua e um homem com um pacote ao lado do veículo. Foi dada ordem de abordagem e neste momento, o motorista do carro saiu em alta velocidade.

Rua onde aconteceu confronto no Bairro Tijuca (Imagem Google Street View/2019) – Rua onde aconteceu confronto no Bairro Tijuca (Imagem Google Street View/2019)

‘Escobar’ correu entrando em uma casa e largando o pacote que estava em suas mãos. Ele passou a pular muros de casas. Na residência que ele entrou estavam duas mulheres e crianças. Quando questionadas sobre o autor, uma delas contou que ‘Escobar’ havia entrado em sua residência horas antes dizendo que iria usar o imóvel para uma negociação.

A dona da residência disse não ter denunciado a invasão pois viu que o homem estava armado e ficou com medo de algo acontecer com suas filhas. Durante a conversa, uma vizinha ouviu barulhos vindos do telhado, fazendo as equipes voltarem a fazer buscas no entorno do local.

No terreno baldio, encontraram Escobar escondido em um monte de entulho. Ele efetuou um disparo contra a equipe policial que revidou o acertando. Ainda com vida, o homem foi levado até o hospital, mas faleceu momentos depois de dar entrada na unidade de saúde.

Ele portava uma pistola calibre .380 que foi recolhida pela Perícia Técnica que esteve no local. O pacote que ele carregava quando foi feita a tentativa de abordagem tinha 1 kg de cocaína e 5kg de maconha.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, como tráfico de drogas, homicídio decorrente de oposição a intervenção policial, porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio contra autoridade policial.

“Escobar brasileiro”, ex-major Carvalho é preso na Hungria

Sérgio Roberto de Carvalho, ex-major da Polícia Militar que estava envolvido com um esquema de tráfico internacional de drogas, foi pego com documentos falsos.

A polícia da Hungria prendeu nesta terça-feira (21) o brasileiro Sérgio Roberto de Carvalho, ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul que estava envolvido com um esquema de tráfico internacional de drogas. Ele era procurado pela Interpol e foi chamado de “Pablo Escobar brasileiro”, em uma referência ao traficante colombiano.

Ele estaria com um passaporte mexicano falsificado. Ainda não há a confirmação se ele ficará preso na Europa ou se será extraditado para o Brasil.

Carvalho, no momento da sua prisão, em Budapeste (Reprodução VMM, Lá Voz de Galícia)

A Polícia Judiciária portuguesa e autoridades brasileiras auxiliaram na prisão. A polícia portuguesa liga o nome do ex-major a uma apreensão de quase 580 quilos de cocaína em um avião privado no mês de fevereiro.

Foi aberta uma investigação para apurar se ele teria adquirido a empresa de aviação Airjetsul para usar os jatos no transporte de droga.

O “Escobar brasileiro” teria vivido em Portugal por dois anos antes de se mudar para a Hungria. Ele é tido pelos oficiais portugueses como um dos mais poderosos traficantes da América do Sul.

Identidades falsas
Segundo a Polícia Federal, Sérgio Roberto de Carvalho — conhecido como major Carvalho — comanda uma organização criminosa internacional. Ele teria montado um esquema para mandar grandes quantidades de cocaína para Europa, África e Ásia.

Na Europa, o ex-major brasileiro chegou a se esconder com uma identidade falsa como se fosse um empresário do Suriname que vivia em Marbella, uma cidade do sul da Espanha.

Em agosto de 2020, Sergio foi preso sob suspeita de chefiar uma quadrilha que levou cocaína da América do Sul para a Europa. No entanto, ele pagou fiança e saiu da prisão.

A Justiça espanhola não sabia que o homem que havia prendido era, na verdade, um brasileiro. Sergio ainda inventou que o personagem que ele havia criado para viver com a identidade falsa teria morrido de Covid-19 (ele apresentou um atestado de óbito).

Foi então que a Polícia Federal alertou as autoridades europeias que o homem, na verdade, era o ex-major.

Depois disso, a polícia portuguesa achou a droga que teria sido levada à Europa por ele.