Mato Grosso do Sul chega a 110ª morte causada pela Influenza no ano

O Estado registrou mais uma morte atribuída a Influenza ‘A’ tipo H3N2, segundo boletim epidemiológico divulgado nessa quinta-feira (22) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Com a atualização, Mato Grosso do Sul chegou a 110 óbitos registrados neste ano – três por Influenza ‘A’ H1N1, 103 por Influenza ‘A’ H3N2, quatro por Influenza ‘A’ não subtipado e nenhum por Influenza ‘B’.

O boletim revela ainda que foram notificadas até agora em 2022 um total de 11.803 hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Deste total, 626 tiveram testagem positiva para Influenza, sendo 624 para Influenza ‘A’ – 23 de H1N1, 587 de H3N2, 14 não subtipado, além de dois casos classificados com Influenza ‘B’.

Campo Grande (5.128), aparece em primeiro lugar no ranking de notificações de SRAG por município, Corumbá em segundo com (791), Ponta Porã em terceiro (786) e Dourados en quarto com 589 hospitalizações.

No gráfico que apresenta o perfil dos óbitos por Influenza é possível observar que 71,9% das mortes são de pessoas que tinham mais de 60 anos.

Mesmo antes do fim, Mato Grosso do Sul bateu recorde de mortes por Influenza neste ano, com 110 óbitos.

Vereador Professor André denuncia demissão em massa no Proinc para burlar ordem judicial

Programa custa R$ 4 milhões por mês à prefeitura e ninguém sabe quem são os beneficiários

A decisão do juiz Marcelo Andrade Campos de determinar a divulgação da lista dos beneficiários do Programa de Inclusão Social da prefeitura, o Proinc, que custa cerca de R$ 4 milhões por mês aos cofres do município, até agora não foi cumprida. O município protela há seis meses o cumprimento da decisão, já tendo recorrido, sem sucesso, ao Tribunal de Justiça para não abrir a caixa-preta do programa.

“A sentença judicial determinando a divulgação da lista dos beneficiários é de 8 de dezembro do ano passado, mas até agora, 5 de julho, ou seja, seis meses após a decisão, esta ainda não foi cumprida”, explica o vereador André Luis Soares da Fonseca, o professor André, autor da ação.

Agora, surgiu a informação de que milhares de beneficiários em situação irregular no programa, alguns deles recebendo os benefícios há mais de 5 anos, estariam sendo demitidos às pressas para que a ordem judicial não comprometa, por ato de improbidade, os gestores municipais, dentre os quais a prefeita Adriane Lopes e o diretor-presidente da Fundação, Luciano Martins.

Legislação desrespeitada

Uma das regras do programa estabelece que o número de beneficiários não poderá ultrapassar 9% do quadro de servidores, inclusive os terceirizados. Ou seja, teriam de estar no Proinc, no máximo, 2.244 pessoas.

Hoje, estima-se que 2.790 pessoas estejam no programa, bem acima do teto, muitas delas há quatro ou cinco anos, período bem acima do máximo permitido, que é de 2 anos e meio. Esconder do Ministério Público e da Justiça o desrespeito à lei, portanto, por caracterizar o crime de improbidade, estaria motivando as demissões em massa.

Atualmente, tramitam na Justiça diversas ações contra Funsat, manejadas por ex-beneficiários do Proinc, que ficaram entre 4 e 5 anos no programa. Esses processos também deverão passar a integrar a ação que pede a abertura da caixa-preta manejada pelo vereador professor André.

Qualificação fajuta

Por meio do programa, os beneficiários têm direito a 1 salário-mínimo mensal, cesta básica e vale-transporte para poderem participar de cursos de qualificação e, dessa forma, conseguir vaga no mercado de trabalho.

Uma das denúncias graves que consta das ações ajuizadas por ex-beneficiários, é que todos alegam que jamais participaram de qualquer curso profissionalizante ou de alfabetização, ao contrário do que determina a lei que criou o benefício.

Essa situação reforça as suspeitas de que o programa esteja sendo utilizado para se manter na folha de pagamentos da prefeitura pessoas que estariam sendo usadas como cabos eleitorais na atual pré-campanha, supostamente com o conhecimento da prefeita Adriane Lopes.

Judiciário alertado

A par dessas movimentações, o vereador professor André peticionou ao juiz Marcelo Andrade informando-o a respeito dessa tentativa de se descumprir a ordem judicial por meio da exclusão dos dados relacionados aos beneficários que vêm sendo demitidos em massa pela Funsat, cujos nomes não deverão constar da lista a ser enviada ao Judiciário.

Para inviabilizar essa estratégia, o parlamentar solicitou ao magistrado que a listagem dos beneficiários a ser elaborada pela prefeitura seja feita com base nos dados da propositura da ação, ou seja, 27 de julho de 2021, e não apenas com base nos dados atuais, viciada por conta da regularização que estaria sendo providenciada a toque de caixa pela Funsat, com as centenas de demissões.

Cronologia do processo

• 15 de maio de 2021 – Vereador professor André envia ofício à Funsat solicitando informações sobre o Proinc;

• 16 de junho – Sem resposta, o parlamentar envia novo ofício com os mesmos termos;

27 de julho de 2021 – Ainda sem qualquer resposta, ação é ajuizada pelo vereador;

8 de dezembro de 2021 – O juiz Marcelo Andrade Campos Silva expede sentença determinando a liberação das informações;

15 de março de 2022 – Prefeitura recorre ao TJMS tentando dar efeito suspensivo à sentença;

24 de março de 2022 – O desembargador Amaury da Silva Kuklinsk nega efeito suspensivo ao recurso, mantendo decisão de 1ª instância e o seu cumprimento imediato;

13 de junho de 2022 – O vereador professor André peticiona nos autos ao juiz solicitando o cumprimento da sentença;

30 de junho – O vereador denuncia nos autos as demissões em massa, requerendo que a lista dos beneficiados tenha como base a data de propositura da ação, ou seja, a partir de 27 de julho de 2021.

Na ação, o vereador pede ainda que o Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Trabalho sejam intimados da situação que está ocorrendo para que possam conduzir as medidas legais que acharem competentes, caso a tentativa de ser burlar a ordem judicial seja conformada.

O que a prefeitura deve informar na ação

I) quantidade de vagas ofertadas pelo Proinc;

II) quantidade de pessoas inscritas no Proinc;

III) A relação contendo o nome, CPF e endereço das pessoas efetivamente beneficiadas pelo Proinc, indicando se estão ativas ou não, as unidades administrativas na quais estão lotadas ou estiveram e o curso de qualificação que participam ou participaram;

IV) Relação dos cursos de qualificação ofertados e aqueles efetivamente ministrados pelo Proinc.

Acidente em Jaraguari mata casal e bebê de três meses

No fim da manhã desta quinta-feira (30), homem de 34 e mulher de 32 anos, além do bebê de três meses do casal, morreram em um grave acidente na MS-244 em Jaraguari, a 48 quilômetro de Campo Grande. Eles estavam a caminho de uma unidade de saúde quando o carro atingiu uma árvore.

Motorista perdeu controle da direção antes de capotar

A família estava em um veículo Corsa Classic, de cor prata, modelo antigo.

O homem, de 34 anos, dirigia o veículo, perdeu o controle e bateu o carro em uma árvore.

Segundo o delegado Jarley Inácio, da Delegacia de Polícia Civil de Jaraguari, a criança foi arremessada para fora do veículo.

Os policiais encontraram um bebê conforto dentro do carro. A família morava numa fazenda, próximo da cidade.

O casal estava levando o bebê ao médico. Além da criança morta no acidente, os dois tinham outra filha, que estava na escola na hora da tragédia.