Zeca do PT solicita estudos para implantação de Clínica de Hemodiálise em Amambai

O deputado estadual Zeca do PT solicitou à Secretaria Estadual de Saúde a realização de estudos de viabilidade para implantação de uma Clínica de Hemodiálise no Hospital Regional de Amambai, município situado na região sul do Estado.

“Trata-se de uma região que precisa ter sua estrutura de saúde fortalecida”, cita Zeca Foto: Carlos Henrique Wilhelms

Em reivindicação apresentada nesta quarta-feira (3) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT alerta que, atualmente, todos os pacientes que necessitam de atendimento especializado em nefrologia de Amambai e municípios da região precisam se deslocar cerca de 100 quilômetros até Ponta Porã para terem acesso ao tratamento de hemodiálise.

“Há casos em que o paciente precisa realizar a hemodiálise três vezes por semana. Isso significa que essas pessoas precisam se deslocar cerca de 600 quilômetros toda semana para realizarem o tratamento. É uma rotina extremamente desgastante”, argumenta o pedido de Zeca do PT.

Zeca alega que a instalação de uma Clínica de Hemodiálise em Amambai facilitará o acesso da população aos serviços de nefrologia. “Trata-se de uma região que precisa ter sua estrutura de saúde fortalecida. Uma Clínica de Hemodiálise em Amambai aliviará a rotina desses pacientes e vai amenizar a demanda de atendimentos realizados no Hospital de Ponta Porã”, finaliza Zeca do PT.

A reivindicação de implantação de uma Clínica de Hemodiálise em Amambai foi apresentada ao deputado Zeca do PT pelos 13 vereadores de Amambai e foi encaminhada ao governador Eduardo Riedel e ao secretário estadual de saúde Maurício Simões Correa.

Pela 2ª vez, Vigilância Sanitária interdita clínica Carandá ‘risco iminente a saúde pública’

A vigilância sanitária de Mato Grosso do Sul interditou a clínica Carandá, pela segunda vez em seis meses, por encontrar irregularidades sanitárias em vários setores. A clínica é especializada em pacientes psiquiátricos e também enfrenta problemas trabalhistas, por falta de pagamento.

A Vigilância Sanitária constatou uma série de irregularidades na clínica psiquiátrica. Entre os problemas, estão a falta de medicamentos de uso contínuo, funcionários em extrema sobrecarga de trabalho e o comprometimento de comorbidades por falta de dieta especial.

Clinica Carandá fica na saída para São Paulo, em Campo Grande. — Foto: Clínica Carandá/Reprodução

Foram encontradas irregularidades sanitárias nos setores de enfermagem, técnico de enfermagem, nutricional e farmacêutico, de acordo com o coordenador estadual de Vigilância Sanitária, Carlos Alberto Nunes Carneiro.

“A Clínica Carandá vem sendo fiscalizada periodicamente e tem apresentado irregularidades sanitárias que vêm aumentando a cada fiscalização. Agora, foi interditada novamente por descumprimento de normas sanitárias relacionadas a medicamentos, internações e ao setor de nutrição. A interdição se deu em razão desses fatores, para a qualidade da assistência oferecida. A interdição foi cautelar, o que significa que foi feita preventivamente em razão do risco iminente a saúde pública”.
Os pacientes que estão internados na clínica deverão ser realocados ou transferidos no prazo de sete dias, segundo determinação da Vigilância Sanitária. Além da realocação, o local deverá passar por mudanças estruturais.

“A vigilância suspende novas interdições em razão do subdimensionamento do quadro de recursos humanos, pela falta de medicamentos de uso contínuo para o tratamento de pacientes psiquiátricos e o comprometimento de comorbidades por falta de dieta especial”, complementou Carneiro.

Relato de ‘caos’
Uma funcionária, que não vai ser identificada, relatou uma verdadeira situação de “caos” na Clínica Carandá. De acordo com a fonte, as constatações da Vigilância Sanitária é “rotina” no local há muito tempo.

Além da falta de medicamento, funcionários estão sendo afetados por sobrecarga de trabalho, atraso de pagamentos e insalubridade.

“Lá está um ambiente bem caótico. Um caos! Tem um enfermeiro e três técnicos para 40 pacientes. A farmácia só funciona até às 13h. O paciente pode ter surtos a qualquer momento e não possuem medicação e a alimentação adequada”, relatou a funcionária.
Os funcionários da clínica dizem estar às escuras em relação aos pagamentos atrasados e a atual situação do local. “A gerência não se pronuncia. Nós cobramos os salários, mas não falam nada. Estamos recebendo picado. A situação está bem complicada para nós”.