Em fórum nacional de segurança, propostas do governador são aplaudidas por todas as autoridades.

A integração entre todas as corporações de segurança e a presença das Forças Armadas nas fronteiras para combater o crime organizado são duas das medidas que o governador Eduardo Riedel (PP) considerou das mais necessárias para melhorar o sistema público de segurança no País.
A opinião e as análises de Riedel foram aplaudidas por colegas de outros estados e diversas autoridades que participaram do Fórum de Segurança Pública-Elo Brasil SP, realizada sábado (25/10), na capital paulista.
Estavam presentes os governadores do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), São Paulo (Tarcísio de Freitas) e Roraima (Antônio Denarium), em painel moderado pelo senador Ciro Nogueira. Também participaram as vice-governadoras do Acre e do Distrito Federal, Mailza Assis e Celina Leão.
Inicialmente, Riedel frisou a importância de uma atuação conjunta e integrada entre os estados brasileiros, forças nacionais de segurança e países vizinhos no enfrentamento ao crime organizado.

Boa relação
Depois de descrever as dificuldades de monitorar e reprimir o crime com muitos quilômetros em faixa de fronteira e vários corredores de operação abertos para os criminosos, Riedel ressalvou que a boa relação do governo sul-mato-grossense com o Paraguai e a Bolívia, os países fronteiriços, pode ser uma das chaves para contribuir no esforço nacional.
Além das duas fronteiras, Mato Grosso do Sul possui cinco divisas interestaduais (São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás).”Nossa capacidade de enfrentamento vem aumentando. Porém, grande parte do ônus fica conosco, de modo que, por exemplo 35% da população carcerária são frutos desse enfrentamento”, pontuou. “É um custo alto, pois gastamos 35% a mais com presos que não seriam nossos. Isso nos coloca como o maior número de presos por 100 mil habitantes no Brasil”, completou.
Além da integração entre os estados, ele reiterou a importância da colaboração com as forças de segurança pública federais e até com às forças armadas, envolvendo também os países vizinhos. “Um dos pontos que defendemos é o fortalecimento das Forças Armadas como agente de apoio e suporte às nossas ações de fronteira. Temos em Mato Grosso do Sul o CMO (Comando Militar do Oeste), e todas as forças já são parceiras nesse enfrentamento, mas há limitações ainda, inclusive de recurso”, ponderou.
Citou que o Congresso Nacional discute a constitucionalização da segurança: “Espero que isto não represente uma concentração das forças de segurança pública na União. Seria um retrocesso num país de dimensões continentais. Tirar isso dos estados enfraquece o sistema”.
Riedel ainda destacou que os resultados obtidos pelas apreensões feitas por forças estaduais devem permanecer no respectivo estado, e que Mato Grosso do Sul atinge índices de crescimento econômico de 5%, 6% ao ano graças à confiança criada regionalmente sobre um ambiente seguro, juridicamente e também no campo da segurança pública.






