Gesto simbólico é acompanhado pelo presidente da Cassems na alta médica de uma paciente.

Originário da China, o sino é um instrumento musical acústico e idiofone, que produz som pela vibração de todo o seu corpo sólido, com utilização artística, religiosa e até civilizacional. Seu nome vem do latim signum (sinal), que denota comunicação, harmonia universal e a ligação entre o divino e o humano. Entre os povos antigos, servia como alerta comunitário de perigo (nas guerras ou calamidades), mas também é um meio de chamamento religioso ou espiritual associado à celebração da fé e da vida.
No cotidiano sul-mato-grossense a presença deste instrumento é variada, com destaque para as igrejas cristãs e de matrizes africanas, competições esportivas (no atletismo) e em ambientes voltados à saúde e à vida. E são estes os focos do Sino da Cura, instalado em 2018 no setor de Oncologia (tratamento contra o câncer) do Hospital da Caixa de Assistência dos Servidores Públicos (Cassems). Quando o paciente vence a doença e recebe alta, toca o sino para festejar a cura e incentivar outras pessoas ao tratamento.
Importância
Nesta semana, ao acompanhar mais uma vitoriosa paciente que encerrava o período de internação hospitalar, o cardiologista Ricardo Ayache, presidente da Cassems, destacou a história e a importância do Sino da Cura.
Disse que o rito simbólico marca o fim de um ciclo difícil de quimioterapia, radioterapia ou outro protocolo oncológico. “Existem momentos que dão sentido a tudo o que fazemos. Hoje foi um desses dias”, comentou.
Emocionado, Ayache contou que conhece a paciente há anos e ficou feliz por estar com ela naquele instante. “É muito gratificante poder vivenciar esses momentos, com a confiança plena de que tanto a Marlene quanto todos os pacientes são cuidados por uma equipe capaz, dedicada e presente em cada etapa”, frisou. E não deixou de cumprimentar a equipe médica: “Parabéns ao Dr. Carlos Wilson de Alencar e a todo o time da Rede Amo pela dedicação incansável em cada detalhe”.
O primeiro sino do gênero em Campo Grande foi instalado em 2017, na Santa Casa, doado pela família de Ivone dos Santos Campos, que ficou curada depois de lutar por 17 anos contra o câncer.
Em 2018, ela doou outro sino, desta vez ao Hospital Cassems. A Rede Amo Cassems foi lançada em 2021. É um serviço de Oncologia, com assistência médica e multiprofissional especializada na prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. Dispõe de equipamentos modernos e uma estrutura hospitalar de exames, terapias e procedimentos complexos, como o transplante de medula óssea.
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