Charupá é um ativista comunitário que mobilizou gente disposta a blindar Adriane Lopes.

Tumulto, gritaria e – dizem – até safanões marcaram negativamente a sessão realizada ontem, terça-feira na Câmara Municipal, que tinha na sua pauta a presença do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão.
Ele daria as explicações da prefeitura sobre os trabalhos de tapa-buraco, mas a sessão foi encerrada por um motivo imperioso: questões de segurança, diante de tumulto no Plenário.
O secretário mal havia iniciado sua fala quando o servidor público municipal e líder comunitário Antônio de Jesus Charupá quebrou uma maquete de isopor, representando o asfalto e um buraco, levada por um o comerciante, Gustavo Eifler. Seu objetivo era fazer um comparativo com o esburacado pavimento da Capital.
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Charupá, sem qualquer controle ou cuidado, arremessou o objeto no espaço reservado aos vereadores. Sem outra alternativa, os guardas civis metropolitanos tiveram de intervir para retirá-lo do Plenário.

Segundo o vereador Jean Ferreira (PT), a manifestação que virou tumulto foi planejada na segunda-feira (19/10) e atendeu interesse inegável da prefeita Adriane Lopes (PP). O parlamentar justificou sua acusação exibindo um registro de tela (print), que seria de uma liderança de bairro convocando os moradores a irem à Casa de Leis para demonstrar seu apoio à prefeita.
No plenário, como era previsível, o clima ferveu entre apoiadores e opositores de Adriane.
“De confiança”
Charupá é servidor comissionado e goza da confiança pessoal da prefeita. Atua no movimento comunitário e exibiu durante a sessão sua disposição para conturbar o ambiente e atrapalhar uma sessão na qual o Secretário de Obras seria bombardeado por questionamentos abordando o caótico estado das vias urbanas e rurais de Campo Grande, apesar dos milhões de reais já desembolsados com operações tapa-buracos que até hoje não deram resultado.
O vereador Epaminondas Papy, presidente da Câmara, considerou lamentável o tumulto. “É inadmissível que um servidor comissionado do Executivo venha à nossa Casa nos desrespeitar”, indignou-se. “Eu estou consternado e envergonhado por esse comportamento. Aqui é um ato político. Nosso ato não é político, a convocação do secretário é um ato de respeito e é defesa das pessoas, que não aguentam mais conviver com a cidade esburacada”, exclamou. “Hoje seria a oportunidade de o secretário explicar ao campo-grandense o que está acontecendo. O comportamento de provocar briga e atirar objetos em Plenário é inadmissível”, reforçou.







