Este é o quinto registro da doença em 2025. O CCZ orienta a população sobre como agir em casos suspeitos.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande confirmou, nesta terça-feira (22/04), o quinto caso de morcego infectado com raiva em 2025. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do órgão municipal.
A localização exata onde o animal foi encontrado não foi divulgada. No comunicado, a veterinária Maria Aparecida Conche Cunha destacou que, embora o caso exija atenção, não há motivo para pânico entre os moradores.
De acordo com a especialista, ao encontrar um morcego em comportamento anormal — como caído no solo ou voando durante o dia —, a orientação é não tocá-lo nem tentar manuseá-lo. “Tente isolar o animal para impedir que outros animais de estimação se aproximem”, explicou em vídeo publicado pelo CCZ.
Em situações como essas, o indicado é contactar imediatamente o CCZ. Em caso de contato direto com o morcego, é essencial buscar atendimento médico com urgência.
Maria Aparecida também reforçou que, em áreas urbanas, morcegos normalmente se alimentam de frutas e insetos e não costumam atacar seres humanos. “Morcegos avistados no início da noite ou fim da tarde, em voo normal, não oferecem riscos. A preocupação é com aqueles que se comportam fora do padrão, especialmente durante o dia”, alertou.
Serviço de atendimento
O CCZ recolhe morcegos vivos ou mortos que estejam em locais acessíveis. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, pelos números (67) 3313-5000, 2020-1801 ou 2020-1789. Aos sábados, domingos e feriados, o contato é pelo telefone (67) 2020-1794, das 6h às 22h.
Importante ressaltar que o órgão não realiza capturas em locais altos nem oferece serviços de remoção ou limpeza de áreas com presença de morcegos.
Proteção legal
Os morcegos são protegidos por lei federal (Lei nº 9.605/1998), e a eliminação indiscriminada desses animais é considerada crime ambiental.








