Sustentabilidade e viabilidade do plano de saúde não podem ser sacrificadas pelo mercado.

Ao reafirmar as razões imperativas que levaram a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores Públicos) a aplicar reajuste pontual em um de seus serviços, o presidente do plano de saúde, Ricardo Ayache, voltou a destacar a diferença comparada de custos e reforçou seu compromisso com os beneficiários. “A gente sabe, muitas famílias tem os orçamentos bastante apertados, o custo de vida subiu muito. Mas nós tínhamos que garantir a sustentabilidade e a viabilidade da Cassems para o futuro”, explicou.
Em vídeo que viralizou nas redes sociais, suas palavras repercutem amplamente e demonstram, com números, uma realidade da qual não há como escapar. “Quando a gente olha para o mercado da saúde, vê que o nosso custo médio é muito abaixo do que o mercado pratica. Enquanto a gente tem um custo médio de R$ 528,00, os demais planos superam, vão aos R$ 800,00, aos R$ 1.000,00. Estou falando de planos semelhantes ao da Cassems”, exemplificou.
No entanto, a Cassems continua sendo a melhor opção do gênero, segundo Ayache, com hospitais próprios e investimentos que melhoram, cada vez mais, a qualidade do serviço em diversas regiões do estado.
O grupo de cônjuges assistidos pela Caixa de Assistência arrecadou cerca de R$ 61 milhões em 2025, enquanto as despesas assistenciais passaram dos R$ 250 milhões, gerando um déficit de R$ 189 milhões.
Derrota
A Justiça derrotou a tentativa do deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que ingressou com ação popular pedindo a suspensão do reajuste de 1.185% na contribuição cobrada dos cônjuges de beneficiários da Cassems.
A sentença foi assinada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, que também negou a liminar para barrar a cobrança.






