SIOMS cobra cumprimento de decisões judiciais e melhores condições de trabalho.”Faltam insumos e equipamentos básicos nas Unidades de Saúde para o atendimento”.

Os cirurgiões-dentistas da rede municipal de saúde de Campo Grande aprovam greve por unanimidade, com início na quarta-feira (17/12), após descumprimento de decisões judiciais pela prefeitura e falta de condições adequadas nas unidades.
O SIOMS (Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul) destaca como principal demanda o reposicionamento no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, além de problemas estruturais e ausência de equipamentos básicos.
O presidente do sindicato, David Chadid, enfatiza tentativas frustradas de negociação. “As propostas apresentadas não atendem os interesses da categoria. Não se trata apenas de salário, mas do cumprimento de decisões judiciais e de condições mínimas para atender a população”, disse.
Apesar da paralisação, mais de 50% dos serviços serão mantidos, superando o mínimo legal de 30%. “A lei exige a manutenção de 30%, mas optamos por 50% em consideração à população, que já sofre com a falta de insumos e equipamentos nas unidades”, afirmou.

Urgência e emergência odontológica estão preservadas. “Todo o processo está sendo conduzido dentro da legalidade. Os casos urgentes serão atendidos e os demais reorganizados”, explicou Chadid, citando problemas crônicos como falta de compressores, denunciados repetidamente. “Não é o cenário que queremos, mas sem o básico para trabalhar, não há como continuar”, reforçou.
A greve pode ser evitada com cumprimento imediato das ordens judiciais e melhorias nas condições.
A Prefeitura de Campo Grande não se manifestou sobre as reivindicações.






