Gerson Claro afirma que ano eleitoral não risca da agenda os compromissos com as pautas da cidadania.
É ano de eleições e os deputados estaduais estarão protagonizando uma luta que se instala já no início dos mandatos e torna-se mais intensa quando entra a temporada de caça aos votos.
Entretanto, nem mesmo esta preocupação vai tirar da Assembleia Legislativa (Alems) o compromisso com as pautas e campanhas pontuais pela cidadania.
O deputado estadual Gerson Claro (PP), presidente da Casa, destaca a sensibilidade de todos os parlamentares para debater e conscientizar sobre as questões que mais afligem a sociedade.
As campanhas periódicas e atividades em datas simbólicas fazem da Alems um ponto de referência na mobilização popular e das diversas instituições em torno de temas como o feminicídio, a segregação racial e as pautas da saúde. A campanha contra a violência de gênero provocou uma das mais vigorosas adesões, motivando as mulheres a participarem das iniciativas em sua defesa.
Saúde mental
Até no recesso o Legislativo não deixa de fazer a sua parte nesta conjuntura desafiadora. O mês é do Janeiro Branco, campanha nacional criada em 2014 e oficializada no País pela Lei Federal 14.556/2023.
O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da saúde mental e emocional. Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa ganhou força com a Lei Estadual 6.256/2024, de autoria da deputada estadual Mara Caseiro (PSDB). O mês é dedicado a ações educativas e preventivas em todo o Estado.
Inspirado na ideia de uma “tela em branco”, o movimento propõe que cada pessoa possa escrever uma nova história de cuidado consigo mesma, reconhecendo emoções, limites e a necessidade de buscar ajuda quando o sofrimento psíquico se faz presente.
“Janeiro Branco é uma campanha voltada para a urgência de olhar para um tema que por muito tempo permaneceu invisível: a saúde mental”, explica Mara Caseiro. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE) aferiu que cerca de 6,8 milhões de brasileiros adultos conviviam em 2019 com diagnósticos de depressão e tinham acompanhamento com profissionais de saúde mental.
Em Mato Grosso do Sul, eram 86,6 mil pessoas, sendo 46,1 mil apenas em Campo Grande. A mesma pesquisa aponta que 133,3 mil sul-mato-grossenses foram diagnosticados com outros problemas, como ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose e TOC.
Para Gerson Claro, a conscientização é o grande instrumento para fazer a prevenção e o combate. “Por isto, não abrimos mão de cumprir este compromisso, que é pela cidadania e é humanista”.






