Ex-governador recebe novas filiações, critica o Judiciário e o Planalto, mas garante que a mudança virá.

Ao acolher as dezenas de lideranças que assinaram a ficha do PL nesta segunda-feira (30/03), o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual da sigla Bolsonarista, afirmou ser necessário eleger a maioria de senadores para dar sustentação às mudanças que, a seu ver, devem ser realizadas por Flávio Bolsonaro, candidato à presidência.

“Precisamos reestabelecer a ordem no Brasil”, exclamou, criticando severamente as decisões contraditórias do Judiciário.
O discurso de Azambuja chamou a atenção de todos e contagiou o grande público que foi prestigiar a filiação de mais de mil lideranças de diversos segmentos da sociedade.
Ao reforçar sua convicção na vitória de Flávio e defender a união de todas as forças conservadoras, ele disse que só aos adversários interessa a fragmentação da direita.
Foi, indiretamente, uma alusão reprovadora à pré-candidatura presidencial do ex-governador goiano Ronaldo Caiado, lançada pelo PSD.
O ex-governador insistiu em atacar o que considera interferência indevida do Judiciário em decisões do Legislativo.
Salientou então que as coisas corretas deveriam ser assim: o Judiciário julga, o Executivo executa e o Legislativo legisla. E disparou: “Hoje, você aprova uma emenda constitucional no Congresso Nacional e o Judiciário chama para uma mesa de negociação para interpelar do seu modo. Está tudo errado”.

Pautas atravessadas
A maioria no Senado será determinante, segundo Azambuja, para fortalecer a base do presidente, “que será o Flávio”, além de viabilizar as pautas que ainda estão atravessadas, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pré-candidato a senador, Azambuja lançou críticas aos setores da direita que não se posicionam com firmeza contra os erros do PT e do governo, e com isso acabam dando fôlego ao presidente Lula, maior rival de Flávio.
Preocupado com os pontos de divisão que ainda persistem no campo da direita, Azambuja lembrou que na eleição presidencial de 2022 a diferença pró-Lula no segundo turno poderia ser revertida com maior unidade política.
“O presidente Bolsonaro perdeu as eleições por 2,5 milhões de votos. Se tivesse metade disso, estaria empatado”, calculou. Ele não deixou de sugerir a senadora Tereza Cristina (PP) como forte opção pra vice de Flávio Bolsonaro.
Filiaram-se ao PL, entre outras lideranças, os deputados estaduais Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira, que foram eleitos pelo PSDB, além de Marcio Fernandes, ex-MDB, e Lucas de Lima (PDT).
Com a quantidade e a qualidade das adesões, Reinaldo Azambuja renovou ao governador Eduardo Riedel (PP) a certeza que o palanque por sua reeleição será o mais forte e mais competitivo na sucessão estadual.








