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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Gestão desastrosa da prefeita continua castigando a Capital

  • Geraldo Silva
  • 30 de setembro, 2025
  • Politica
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Se tirar as obras do governo estadual, o que sobra são a saúde na UTI, obras inacabadas e um cenário de caos.

Adriane Lopes está no poder faz quase nove anos: Ingressou na Prefeitura Municipal de Campo Grande em 2017 a abril de 2022 como vice-prefeita e daí em diante até hoje, setembro de 2025 está no cargo de Prefeita.

Adriane Lopes: sorrisos que contrastam com o cenário caótico criado por sua gestão

O que a população de Campo Grande ainda está recebendo de bom em obras e serviços são investimentos e iniciativas do governo estadual, principalmente na infraestrutura com pavimentação asfáltica e drenagem. Fora isto, o que sobra para o povo campo-grandense é a decepção diária de ver o lamentável estado em que sua cidade morena se encontra, como se estivesse abandonada pela prefeita que se reelegeu em 2024.

Se a prefeita Adriane Lopes (PP) estivesse presente – não na roda de bajuladores e cabos eleitorais bancados pelos cofres públicos -, se de fato honrasse a palavra que deu em troca de votos, a capital e o seu povo estariam satisfeitos. No entanto, o que se percebe é que a cada dia surgem eleitores arrependidos por terem acreditado no país das maravilhas que a Alice de plantão prometeu construir.

Os serviços essenciais seguem claudicantes. O transporte coletivo, a falta de vagas para o ensino infantil, os bairros esquecidos, a ausência de transparência nos gastos públicos, a rede pública de saúde na UTI, obras inacabadas, falta de manutenção urbana até para pequenos reparos e o desleixo com o trânsito continuam como dantes – vale recordar que Adriane está no poder faz quase nove anos: foi vice-prefeita de 2017 a abril de 2022 e daí em diante até hoje, setembro de 2025 segue como Prefeita.

Uma das provas do desleixo da prefeita é seu desprezo ao risco que correm pedestres e condutores que circulam por pontes, viadutos e vias públicas que estão sem a adequada manutenção. Até o Ministério Público Estadual já alertou o Judiciário sobre a falta de segurança nesses pontos com grande movimentação de pessoas que ignoram o risco de utilizar estruturas danificadas.

Em 2018, a promotora Luz Marina Pinheiro cobrou providências da prefeitura municipal. Defendeu que o Daex periciasse essas estruturas. Daex é o Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução, subordinado à Secretaria de Gabinete do Procurador-Geral de Justiça. Ele subsidia as ações dos órgãos de execução do MPE e dá suporte técnico com análise de documentos, vistorias in loco, avaliações e assistência técnica em ações judiciais, de natureza técnica ou científica. É uma amenta que permite calcular indenizações por danos causados ao meio ambiente.

Sem remédio

Não é apena a farmácia básicas das Unidades de Saúde que está sem medicamentos. De semelhante desmazelo sofre o sistema, cujo caótico atendimento já registrou casos dramáticos, até com mortes na fila ou à espera de uma ambulância que às vezes não chega a tempo porque quebrou no caminho ou caiu numa valeta ou numa poça de lama. Campo Grande chegou ao cúmulo de perder a gestão do Hospital Regional e ficar sem milhões mensais desembolsados pelo Ministério da Saúde, porque praticou grosseiras barbeiragens (falta de planejamento e de documentação).

No dia 19 deste mês a 76ª Promotoria de Justiça acatou ações ajuizadas pelo MPE e instaurou dois inquéritos civis contra a Prefeitura. Adriane também aplicou calotes milionários na Santa Casa, deixando o maior hospital do Estado em situação de penúria durante longo tempo. A falta de remédios básicos (como a Dipirona) e de médicos especialistas nos postos é somente um lado amargo desta realidade dolorosa que o desgoverno municipal impõe aos campo-grandenses.

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