Vereador Papy aponta problemas para a liberação dos recursos.

Para cumprir sua parte no custeio e na manutenção do sistema de transporte coletivo, a prefeitura de Campo Grande assumiu a obrigação de efetuar repasses mensais às empresas do Consórcio Guaicurus, grupo que detém a concessão exclusiva do serviço. No entanto, o atraso nos repasses gerou uma dívida acumulada de R$ 9,5 milhões, agravando uma crise que já era das mais aflitivas .
A causa foi apontada até pelo vereador Papy (PSDB), presidente da Câmara Municipal e uma das principais lideranças na base da prefeita Adriane Lopes (PP). Ele afirmou que os atrasos correspondem a repasses que competem à prefeitura e ao governo estadual. Ontem (quarta-feira), os ônibus deixaram de circular na cidade por cerca de duas horas, em um sinal de insatisfação dos trabalhadores e empresas.
Alerta
No último dia 13 o Legislativo foi alertado sobre a possibilidade de paralisação dos serviços. A advertência foi atribuída ao acúmulo de quatro meses sem os repasses (R$ 6 milhões do Estado e R$ mais de 3 milhões do Município). Normalmente, segundo destacou o vereador, o processo é feito com o governo transferindo os recursos para a Prefeitura, que depois os repassa ao Consórcio Guaicurus.
A prefeitura passa por sérias dificuldades financeiras. Mas no caso do governo estadual, o atraso não foi por falta de recursos. O Estado tem verba disponível, porém enfrenta dificuldades para emitir uma certidão exigida pelo convênio. Isto retarda a liberação do dinheiro. O consórcio alega que sem receber as contrapartidas é impraticável sustentar custeios básicos, entre os quais o pagamento de salários dos motoristas.








