Exames revelam lesões graves após ‘massagem’ excessiva para cólicas. O casal só buscou ajuda três dias depois, alegando falta de dinheiro.
Uma bebê de 1 mês e 16 dias (46 dias) foi internada na Santa Casa de Campo Grande com cerca de 13 fraturas nas costelas, do 2º ao 8º arco costal direito e do 2º ao 7º esquerdo, além de derrame pleural à direita, na noite de quarta-feira (07/01).
Os pais, de 20 e 21 anos, foram levados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol por suspeita de lesão corporal culposa, omissão de socorro e maus-tratos.
A Polícia Militar foi acionada pela assistência social do hospital após exames de tomografia confirmarem as lesões graves, incompatíveis com a idade da criança. A mãe relatou que, no domingo (04/01), o pai fez uma massagem torácica para aliviar cólicas e gases da filha, aplicando força excessiva por nervosismo com o choro dela.
O pai confirmou a versão ao chegar ao hospital, negando intenção de machucar, e alegou ter tentado ligar para o Samu, sem comprovação, mas só uma mensagem de WhatsApp a um conhecido orientou busca por ajuda médica.

Atraso no atendimento gera suspeitas
O casal não procurou socorro imediato, pois a bebê “não mostrava dor aparente” e eles “não tinham dinheiro” para ir à UPA. Só na quarta-feira, após a mãe receber salário, levaram a criança à UPA Leblon, de onde foi transferida para a Santa Casa.
Quando a polícia chegou ao hospital o pai havia saído momentaneamente para buscar roupas. Diante dos indícios de maus tratos, os pais foram encaminhados à delegacia para interrogatório.
A bebê permanece internada sob cuidados da bisavó e o Conselho Tutelar foi acionado, embora não tenha comparecido inicialmente. O caso segue em investigação.






