Janaína Sabino de Almeida, de 29 anos, morreu com tiro na cabeça. Polícia investiga se crime pode estar ligado a vingança familiar.

Janaína Sabino de Almeida, de 29 anos, foi assassinada na noite desta sexta-feira (21/11) em Campo Grande(MS) após ser atropelada e executada com um tiro na cabeça na BR-262, entre os bairros Jardim Panorama e Vivendas do Parque, em Campo Grande.
Ela pilotava uma Yamaha Factor, acompanhada de uma colega de trabalho, quando um Volkswagen Gol preto interceptou a moto, derrubando as duas ocupantes no canteiro central. O autor retornou ao local e atirou diretamente na cabeça da vítima, que morreu no local; a passageira conseguiu escapar do disparo e relatou às autoridades que o agressor fugiu logo em seguida.
As primeiras investigações da Polícia Militar indicam que o autor do crime conhecia a vítima. O Grupo de Operações e Investigações (GOI) e a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol) apuraram relatos de testemunhas que sugerem haver ligação entre o homicídio e uma briga familiar: dias antes do ataque, Janaína teria se desentendido com familiares do atual companheiro, chegando a ferir um deles com uma faca no Jardim Noroeste. A promessa de vingança feita após o episódio e mensagens trocadas entre pessoas ligadas à família levantaram suspeitas de crime premeditado.
A amiga que estava na garupa confirmou que Janaína manifestava medo e apreensão nos dias seguintes ao desentendimento, acreditando que poderia ser alvo de represália. Depois do assassinato, o atual companheiro chegou rapidamente ao local, prestou depoimento, mas não demonstrou tristeza pela morte, o que chamou a atenção de presentes, embora não haja confirmação policial sobre envolvimento direto dele no crime.

Janaína morava no Jardim Noroeste com três filhos pequenos, a amiga e o companheiro, e seguia de moto para o trabalho no momento em que foi atacada. Até o momento, a Polícia Civil ainda não identificou o autor do disparo e permanece cruzando depoimentos, apurando detalhes do ataque e analisando a possível participação dos envolvidos.
As diligências seguem sem detalhes oficiais sobre a dinâmica completa do caso, enquanto a família aguarda respostas e justiça. O crime chocou a comunidade pela violência e pelo aparente vínculo pessoal entre autora e vítima.






