Samir Xaud é alvo de busca na CBF; operação investiga suposta compra de votos em Roraima, com bloqueio de mais de R$ 10 milhões.
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O médico e dirigente esportivo Samir de Araújo Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tornou‑se alvo da Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (30/07). Agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e Rio de Janeiro, inclusive na sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Entre os investigados estão também a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) — da qual Xaud é suplente — e o empresário Renildo Lima, marido dela. A investigação teve início após a prisão de Renildo em setembro de 2024, quando foi flagrado com R$ 500 mil em espécie, parte escondida na cueca, em suspeita de compra de votos durante as eleições municipais em Roraima
Durante a operação, houve bloqueios judiciais superiores a R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
Reação da CBF
A CBF divulgou nota afirmando que recebeu os agentes entre 6h24 e 6h52, mas que nenhum equipamento ou documento foi apreendido. A entidade ressaltou que o presidente não é o foco central da investigação e que não há relação direta entre a CBF ou o futebol brasileiro e a apuração. Ressaltou ainda que Xaud permanece “tranquilo e à disposição das autoridades”.
Nascido em Boa Vista (RR) em 1984, Samir Xaud é médico infectologista e diretor técnico de saúde. Ele foi eleito presidente da CBF em maio de 2025, aos 41 anos, após apoio de 25 federações estaduais, tornando-se o único candidato no pleito
A Operação Caixa Preta mira indícios de crime eleitoral e compra de votos na campanha de Helena Lima. A investigação também aborda suspeitas de movimentações financeiras ilícitas e articulações político-eleitorais em Roraima, envolvendo empresários e políticos locais.






