Caso foi registrado na Deam de Campo Grande (MS) e o hospital afirma que está prestando apoio à vítima.

Uma paciente de 27 anos denunciou ter sido vítima de estupro enquanto estava internada na UTI do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. O caso foi registrado no sábado (11/07), na 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), e está sob investigação da Polícia Civil.
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher está internada desde 15 de junho, após complicações na gravidez e no pós-parto. Ela deu à luz em 30 de junho e permaneceu na UTI devido ao quadro de saúde.
A denúncia aponta que o crime teria ocorrido por volta das 5h de sexta-feira (10/07), no fim do plantão noturno. O suspeito seria um técnico de enfermagem de 52 anos, que teria atendido a paciente antes do episódio e retornado ao leito após administrar medicamentos, momento em que a vítima, já sonolenta, relata ter sido abusada.
De acordo com o relato, a paciente despertou durante o ato, viu o suspeito e ele teria deixado o local rapidamente. Após a troca de plantão, ela contou o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que acionou a equipe de apoio do setor, incluindo uma enfermeira e uma psicóloga.
Mais detalhes
De acordo com o boletim de ocorrência, na noite de quinta-feira (09/07), o suspeito, que é técnico de enfermagem e conhecido da família, deu banho na paciente acompanhado de outra profissional de saúde.
Horas depois, antes da troca de plantão, o suspeito voltou ao quarto e aplicou dois medicamentos em momentos diferentes.
Após a segunda medicação, a paciente relatou que ficou sonolenta. Ao acordar, percebeu que estava sendo estuprada. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito deixou o quarto ao notar que ela havia despertado.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como estupro de vulnerável.
Em nota divulgada à imprensa, o Hospital Regional afirmou que acompanha a investigação, presta acolhimento à paciente e adota as medidas necessárias para apuração dos fatos. A unidade também declarou confiar que os responsáveis serão identificados e responsabilizados na forma da lei.
A paciente foi transferida da UTI para um quarto da maternidade, onde passou a ficar acompanhada por familiares, que se revezam durante a internação.






