Evelyn que está de 9 meses, levou pontos na barriga, trata dores intensas, inchaço nas pernas e ferimentos profundos com remédios fortes no fim da gestação. O ataque ocorreu no início da noite de segunda-feira quando a grávida voltava do pré-natal e foi atacada pelo cão solto na calçada.

Evelyn Paula Gregório, de 25 anos e grávida de 37 semanas, foi brutalmente atacada por um pitbull na noite de segunda-feira (19/01), por volta das 18h40, na Rua Dom João VI, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, enquanto retornava de consulta pré-natal e retirava documentos para licença-maternidade.
Na calçada conversando com a mãe ao telefone, a vítima foi surpreendida pelo cão, que estava solto na rua sem focinheira, cerca ou proteção no terreno da tutora, mordendo suas pernas, barriga e nariz.
“O Pitbull se soltou da casa e me atacou. Ele mordeu minhas pernas, minha barriga e até o meu nariz. Foi uma luta muito grande para ele me largar. Achei que fosse morrer”, relatou Evelyn, que caiu após as primeiras mordidas e sofreu ataques no abdômen.
Amigos e vizinhos intervieram arremessando objetos para afastar o agressivo animal. A tutora, de 32 anos, só o conteve após o ocorrido, levando o cachorro para casa e trancando-o no banheiro, sem auxiliar no socorro imediato de Evelyn.
Atendimento e consequências
Encaminhada à Santa Casa por familiares, Evelyn que está no final da gravidez, levou pontos na barriga, realizou ultrassom (bebê ilesa) e agora trata dores intensas, inchaço nas pernas e ferimentos profundos com remédios fortes no fim da gestação.
“Estou muito debilitada. Estou com a barriga costurada, a perna inchada e tomando remédios fortes numa fase em que eu não deveria estar passando por isso”, desabafou, somando prejuízos com medicamentos, apps de transporte e acompanhante.
A tutora recebeu voz de prisão por omissão de cautela na guarda de animal, lesão corporal culposa e maus-tratos, sendo levada à Depac Cepol. Vizinhos relataram histórico de agressões do pitbull, que é visto solto na rua frequentemente.
O que fazer em casos de ataque
Em MS, vítimas devem acionar PM (190), registrar BO na delegacia mais próxima e procurar UPA/Santa Casa para atendimento.
Os tutores respondem civil e penalmente (art. 19 da Lei 9.605/98 e Código Penal), com possibilidade de sacrifício eutanásico do cão agressivo via CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) após avaliação.






