Apreensões são decorrentes da investigação de morte suspeita de intoxicação por metanol. Garrafas de Vodka encontradas tem diferença no volume do líquido e levantou suspeita de adulteração.

Durante a investigação da morte de um jovem de 21 anos por possível intoxicação por metanol, a Polícia Civil apreendeu garrafas de vodka com suspeita de adulteração e cachaça em dois estabelecimentos comerciais localizados no bairro Jardim Colibri, em Campo Grande. Os locais ficam próximos à casa da vítima, que teria consumido bebida alcoólica adquirida em um deles.
A operação envolveu equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), do Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), além do Procon e da Vigilância Sanitária.

No mercado, situado a cerca de 200 metros da conveniência e na mesma quadra da residência do jovem, os policiais recolheram duas caixas de cachaça da mesma marca que teria sido consumida pela vítima. Também foi encontrada uma garrafa cheia de vodka com volume incomum, o que levantou forte suspeita de adulteração.
Já na conveniência, foram apreendidas três caixas de cachaça do mesmo lote das que estavam no mercado, o que pode indicar ligação entre os pontos de venda.
Jovem morreu após passar mal horas depois de beber
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou ter consumido whisky no sábado e cachaça no domingo, mas familiares afirmam que ele teria bebido novamente na noite de quarta-feira (01/10). Na madrugada de quinta, passou a sentir dores no estômago, náuseas e vômitos escuros, além de apresentar episódios de desmaio.
A família acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que o levou consciente até a UPA Universitário. Ele foi classificado com a cor amarela e aguardava atendimento quando sofreu uma crise convulsiva, seguida de duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das tentativas de reanimação, o jovem morreu às 19h53.
Investigação em andamento
As amostras da bebida consumida foram enviadas para análise no Lacen (Laboratório Central) e no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que também fará exame necroscópico para confirmar a causa da morte. O laudo demora cerca de 30 dias para sair o resultado.
A suspeita de que o jovem tenha ingerido bebida adulterada com metanol acendeu alerta nas autoridades, que ampliaram a fiscalização em pontos de venda próximos à residência dele. A investigação segue em andamento para identificar a origem da possível adulteração e responsabilizar os envolvidos.








