MPMS denunciou a mulher por tentativa de homicídio qualificado. Defesa apresentou vídeo da vítima afirmando que o caso foi um incidente.

Soltura foi autorizada
A médica-veterinária, de 42 anos, presa desde 22 de junho após incendiar o marido, um servidor público de 41 anos, foi autorizada a responder em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica, em Campo Grande. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (3), após a defesa apresentar um vídeo em que a vítima afirma estar bem e diz acreditar na inocência da esposa.
Denúncia do MPMS
Na quinta-feira (02/07), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul apresentou denúncia contra a mulher por tentativa de homicídio doloso qualificado por motivo torpe e meio cruel. Segundo a Promotoria, o crime teria ocorrido após uma discussão motivada por desentendimentos conjugais.
Como o caso aconteceu
De acordo com a denúncia, no dia 22 de junho, a mulher teria jogado substância inflamável sobre os pertences do marido e também sobre o corpo dele, com a intenção de impedi-lo de sair de casa. Em seguida, já na garagem, ela teria usado um isqueiro para provocar a combustão.
O servidor público conseguiu se jogar na grama para tentar apagar as chamas. A filha do casal, de 22 anos, presenciou a cena e usou uma mangueira para conter o fogo até a chegada do socorro.
Qualificadoras apontadas
Para o MPMS, o crime teria sido cometido por motivo torpe, já que a mulher teria agido por ciúmes e por suspeitar de um relacionamento extraconjugal do marido. A acusação também sustenta que houve emprego de fogo de forma cruel, com intenção de causar sofrimento desnecessário.
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, a médica-veterinária passará à condição de ré por tentativa de homicídio qualificado. A Promotoria ainda pediu reparação por danos morais no valor mínimo de 20 salários mínimos.
Decisão judicial
A soltura foi determinada pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos. Pela decisão, a investigada deverá usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, além de comparecer mensalmente em juízo e apresentar comprovante de trabalho e endereço a cada 30 dias.
Vídeo da vítima
Em vídeo gravado no hospital no dia 30, o servidor público afirmou que o episódio foi muito rápido e pediu para ser ouvido pelas autoridades. Ele disse acreditar que a esposa não teve intenção de queimá-lo.
No depoimento, ele relatou que houve uma discussão antes do incêndio e afirmou que tudo aconteceu de forma confusa. Também declarou que a companheira sempre foi uma boa parceira e mencionou que ela teria enfrentado problemas psiquiátricos, com mudanças repentinas de humor.
Relação entre os dois
O casal vive um relacionamento há 26 anos e tem dois filhos, uma criança de 9 e uma jovem de 22 anos.
No vídeo, a vítima reforça que deseja apresentar sua versão dos fatos e disse esperar que as autoridades o escutem para esclarecer o caso.






