Mercado Pecuário MS: A arroba do boi e da vaca gorda aumentam preço em Campo Grande, Três Lagoas e Dourados. No estado do Paraná a cotação da arroba do Boi China teve aumento de preço. Já em SP, MG, MT, MS e GO, a arroba do Boi China manteve o valor.

Em Campo Grande, a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 com prazo de 30 dias (aumento de R$5,00). Já a vaca gorda está com a arroba cotada em R$ 301,50 à vista e, a prazo, R$ 305,00 (aumento de R$3,00).
Em Dourados, a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 com prazo de 30 dias (aumento de R$5,00). A vaca gorda está com a arroba cotada em R$ 299,50 à vista e a prazo, R$ 303,00 (aumento de R$3,00).
Em Três Lagoas, a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$ 322,00 à vista e R$ 326,00 com prazo de 30 dias (aumento de R$5,00). Já a arroba da vaca gorda em Três Lagoas está cotada em R$ 296,50 à vista e, a prazo, R$ 300,00 (aumento de R$5,00).
Boi China @ – No estado do Paraná a cotação da arroba do Boi China manteve o preço. Já em SP, MG, MT, MS e GO, a arroba do Boi China registrou aumento entre R$3,00 e R$5,00.
São Paulo – R$350,00 (aumento de R$3,00)
Minas Gerais – R$335,00 (aumento de R$3,00)
Mato Grosso – R$330,00 (aumento de R$5,00)
Mato Grosso do Sul – R$330,00 (aumento de R$5,00)
Goiás – R$330,00 (aumento de R$5,00)
Paraná – R$345,00 (manteve o preço)
Com informações da Scot Consultoria.
Boi gordo mantém fôlego após o Carnaval e mercado segue comprador avalia Scot Consultoria
Consumo interno aquecido, exportações firmes e retenção de fêmeas sustentam preços da arroba, enquanto China e câmbio seguem no radar do pecuarista.
O mercado do boi gordo iniciou o período pós-Carnaval com firmeza nas cotações, mantendo o movimento de alta observado ao longo de fevereiro. Em entrevista, Alcides Torres, engenheiro agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria, destacou que o primeiro dia útil após o feriado já registrou elevação nos preços da arroba, com frigoríficos atuando de forma compradora. Segundo ele, tanto o mercado interno quanto as exportações vêm sustentando esse cenário positivo, com embarques recordes no início do ano e consumo doméstico aquecido.
De acordo com Torres, o consumo interno tem surpreendido ao ponto de, em determinados momentos, pagar mais que a exportação. Entre os fatores que contribuem para esse desempenho estão maior circulação de renda, eventos como eleições e Copa do Mundo. No atacado, os preços apresentam estabilidade para alta, enquanto no varejo o repasse ao consumidor final nem sempre ocorre na mesma proporção ou velocidade.
No campo da oferta, a expectativa é de retenção de fêmeas ao longo do ano, o que pode limitar o volume disponível para abate. Um dado inédito chama atenção: pela primeira vez, o número de bovinos abatidos superou o de bezerros nascidos no país, sinalizando possível ajuste estrutural no rebanho. No cenário externo, a China continua sendo peça-chave, apesar das discussões sobre cotas e tarifas. Para Torres, embora o mercado chinês seja difícil de substituir no curto prazo, o Brasil precisa diversificar destinos na Ásia e acompanhar de perto o comportamento do dólar, variável decisiva para a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.






