No mercado pecuário em MS a arroba do boi gordo se manteve em Dourados e teve queda de preço em Campo Grande e Três Lagoas. Já a arroba da vaca gorda manteve os mesmos valores nas três praças de MS. Com relação ao Boi China os estados de SP, MT, MS, GO e PR mantiveram a cotação dos preços registrados no dia anterior. Apenas o Estado de Minas Gerais teve queda no preço.

Em Campo Grande a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$306,00 à vista e R$310,00 com prazo de 30 dias (queda de R$2,00). Já a vaca gorda está com a arroba cotada em R$286,50 a vista e a prazo R$290,00 (manteve o preço).
Em Dourados a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$306,00 à vista e R$310,00 com prazo de 30 dias (manteve o preço). A vaca gorda está com a arroba cotada em R$286,50 a vista e a prazo R$290,00 (manteve o preço).
Em Três Lagoas a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$306,00 à vista e R$310,00 com prazo de 30 dias (queda de R$2,00). Já a arroba da vaca gorda em Três Lagoas está cotada em R$284,50 a vista e a prazo R$288,00 (manteve o valor).
Boi China @ – Os estados de SP, MT, MS, GO e PR mantiveram a cotação dos preços da arroba do Boi China. Já o Estado de Minas Gerais teve queda no preço.
São Paulo – R$322,00 (manteve o valor)
Minas Gerais – R$318,00 (queda de R$2,00)
Mato Grosso – R$302,00 (manteve o preço)
Mato Grosso do Sul – R$312,00 (manteve o preço)
Goiás – R$314,00 (manteve o valor)
Paraná – R$332,00 (manteve o preço)
Carta Insumos – O Irã e a ureia
Instabilidade no país persa pode gerar ruídos na cadeia de suprimentos que podem elevar o preço do insumo agrícola. Desde o fim do ano passado, o Irã ficou imerso em uma série de protestos e de manifestações populares e, nos últimos dias, esses movimentos tomaram força e ficaram ainda maiores e mais graves.
Para pôr mais lenha na fogueira, o presidente dos EUA disse que poderia intervir no país caso o regime dos aiatolás continuasse a reprimir a população com o uso da força. Em 12/1 o líder norte-americano anunciou uma tarifa de 25,0% para qualquer país que estiver fazendo negócios com o Irã.
Não fica claro se os alimentos, que antes estavam isentos de qualquer tipo de sanção, estão inclusos. E é justamente isso que exportamos para os persas.
Há grandes chances de que isso seja mais uma forma de pressão norte-americana do que algo que venha a ser efetivamente colocado em prática. Mas tende a deixar qualquer país com medo de negociar com eles, até pelo recente histórico do presidente estadunidense.
Em 2025, 2,4% da ureia importada pelo Brasil teve como origem o Irã, ou 184,7 mil toneladas. Esse volume corresponde somente a 0,5% do total dos fertilizantes importados pelo Brasil. Ou seja, não dependemos deles.
Embora não sejam nosso principal fornecedor, eles são grandes produtores e, o mais importante: estão no Oriente Médio. Qualquer risco de conflito em maior escala nessa região do planeta já leva a altas no preço do petróleo e de outras commodities, como a ureia. Assim como já aconteceu em 2025 na escalada do conflito Israel e Irã, que também contou com intervenção dos Estados Unidos.
Naquele momento, a cotação do fertilizante, no mercado internacional, chegou a subir 25,0%, e neste momento, apenas o risco de intervenção já fez o preço da ureia granulada FOB no Oriente Médio, em preços futuros negociados em bolsa, subir 3,7%.
Ou seja, se essas tarifas vingarem, se os Estados Unidos intervirem ou se o regime iraniano cair, podemos inevitavelmente esperar uma ureia mais cara no mercado internacional.
De forma clara: tudo o que vem acontecendo já é um motivo para que o mercado precifique de forma altista a ureia no mercado internacional.
Agora, e sobre as exportações brasileiras ao Irã?
Eles são nossos principais compradores de milho, consumindo 22,2% das nossas exportações do cereal, e também compram soja. Mas esse assunto tem o seu lugar em outra carta.
Com informações e Valores de referência da Scot Consultoria.






