Semadesc valoriza produtores rurais por conservação ambiental e abre inscrições em fevereiro de 2026.

O Governo de Mato Grosso do Sul consolidou a preservação de 126.182,77 hectares de vegetação nativa no Pantanal por meio da primeira chamada do PSA Pantanal – Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (12/12). Executado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com recursos do Fundo Clima Pantanal, o programa remunera produtores rurais que mantêm áreas excedentes preservadas além do exigido por lei.

Das 71 inscrições recebidas de imóveis rurais no bioma, 45 propriedades foram aprovadas após análise técnica baseada no Índice de Serviços Ambientais (ISA), que avalia conservação, conectividade de habitats e relevância ambiental. Os proprietários serão convocados pela Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural) para assinar o Termo de Adesão e receber os pagamentos correspondentes.

Produtor Rural como parceiro estratégico
Para o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, o resultado marca uma virada na relação entre produção e meio ambiente. “O PSA Pantanal demonstra que é possível alinhar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Estamos criando um modelo em que o produtor rural passa a ser reconhecido como parceiro estratégico na proteção do bioma, recebendo por um serviço ambiental que beneficia toda a sociedade”, afirmou. Segundo ele, o programa também fortalece a imagem de Mato Grosso do Sul como referência nacional em sustentabilidade e políticas climáticas inovadoras.
O secretário-adjunto Artur Falcette destacou a solidez técnica do processo. “Todo o processo foi construído com base em critérios objetivos, análises técnicas aprofundadas e uso de ferramentas geoespaciais. Isso garante credibilidade ao PSA e cria um ambiente favorável para sua continuidade e ampliação”, destacou. Ele ressalta que a experiência da primeira chamada servirá como base para o aperfeiçoamento das próximas etapas.
A secretária-executiva de Meio Ambiente, Ana Trevelin, enfatizou o impacto climático. “Estamos falando de um bioma extremamente sensível e de importância global. Ao valorizar financeiramente a conservação do excedente de vegetação nativa, o Estado estimula práticas responsáveis, contribui para a manutenção da biodiversidade, para a segurança hídrica e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, afirmou.

Segunda chamada abre em fevereiro de 2026
A Semadesc confirmou o calendário da próxima etapa: edital em 23 de fevereiro, inscrições até 6 de abril, resultado final em 15 de junho e adesões a partir de 16 de junho. Podem participar novos produtores, com regras iguais, incluindo cancelamento de autorizações de supressão vegetal. “O PSA é uma política de Estado, construída para ter continuidade e escala. A segunda chamada amplia o alcance do programa e reforça nosso compromisso com a conservação do Pantanal”, concluiu Jaime Verruck.
Com informações da Comunicação Semadesc






