Desde 2013, ao menos 48 pessoas morreram em colisões com antas nas estradas estaduais e federais de Mato Grosso do Sul.

Motoristas que se envolvem em acidentes com animais silvestres nas rodovias de Mato Grosso do Sul podem ter direito à indenização, desde que fique comprovada falha do poder público ou de concessionárias na prestação do serviço. A informação é relevante para um estado onde ao menos 100 colisões envolvendo antas ocorrem por ano, segundo dados da INCAB-IPÊ (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira).

Para que o pedido de indenização tenha respaldo legal, é necessário demonstrar que houve omissão na gestão da via — como ausência de sinalização de advertência, histórico conhecido de acidentes no trecho ou falta de medidas preventivas, como cercas de proteção e passagens de fauna. Nesses casos, a responsabilidade pode recair sobre o órgão gestor da rodovia ou a concessionária responsável.
A gravidade do problema vai além dos danos materiais. Levantamento da INCAB-IPÊ aponta que, desde 2013, pelo menos 48 pessoas perderam a vida em acidentes envolvendo antas nas estradas sul-mato-grossenses — número que evidencia o risco real que a fauna silvestre representa para quem trafega pelo estado.
Mato Grosso do Sul concentra uma das maiores populações de antas do Brasil, especialmente em regiões próximas ao Pantanal e a áreas de cerrado, tornando o cruzamento de animais nas pistas um risco frequente em diversas rodovias.
Especialistas recomendam que motoristas redobrem a atenção ao amanhecer e ao entardecer, horários de maior movimentação dos animais.
Quem sofrer um acidente desse tipo deve registrar boletim de ocorrência, reunir provas fotográficas do local e acionar um advogado para avaliar a viabilidade de ação por danos materiais ou morais contra o responsável pela via.








