Iniciativas de Riedel e articulação entre governo e sociedade são realçadas por participantes do evento.
Avaliações de autoridades políticas, governamentais, científicas e intelectuais sobre a COP15, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Preservação das Espécies Migratórias, dão conta da importância e da contribuição que Mato Grosso do Sul pode dar às iniciativas globais que serão construídas pelo desenvolvimento sustentável.
Programas governamentais e a articulação entre poder público e sociedade civil, liderada pelo governador Eduardo Riedel (PP), estão configurados para o saldo de encerramento do fórum, no domingo (29/03) em Campo Grande.
Além do fortíssimo apelo representado pelo Pantanal, o Estado oferece aos mais de 2,5 mil participantes vários exemplos de cuidados institucionais e sociais em relação à sustentabilidade.
Para a proteção e defesa das espécies migratórias, o conjunto de providências patrocinadas pelo governo sul-mato-grossense trouxe respostas concretas, como a Lei do Pantanal e o Programa “MS Carbono Neutro”.
A obra do Bioparque, que foi concluída na gestão de Reinaldo Azambuja (2015-22), também entra no contexto como fator conservacionista e educação ambiental.
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Paraguai, Santiago Peña, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fizeram questão de evidenciar o peso midiático do Pantanal na mobilização das atenções em torno da conferência.
E reconheceram a maiúscula presença de políticas públicas que vem sendo adotadas para disciplinar a ocupação econômica dos biomas existentes no território sul-mato-grossense.

Referência mundial
O fórum internacional elegeu desde o primeiro dia o território pantaneiro entre os pontos de referência para a afirmação temática. É neste ecossistema onde centenas de espécies da vida animal, sobretudo as aves, encontram ambiente seguro para fazer o descanso das longas viagens, alimentar-se e até procriar.
Na terça-feira (24/03), na Sala Campo Grande, dentro da Blue Zone da COP15, aconteceu o Dia do Pantanal, quando a questão foi ressalta por autoridades, técnicos, especialistas, estudiosos, ambientalistas e lideranças do setor produtivo.
Na abertura da atividade, o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, pontuou a envergadura do tema: “O Pantanal tem característica única por ser um bioma concentrado em dois Estados, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O governo estadual entende que o processo de preservação ambiental caminha em conjunto com a tecnologia e com a inovação, daí a importância e a relevância desse tema na COP15”.

Avanços
Verruck disse que a Lei do Pantanal foi um marco na mudança de paradigma sobre a conservação do bioma, sendo um instrumento para a resolução de conflitos. “A lei trouxe avanços, estabeleceu os corredores ecológicos para garantir a mobilidade da fauna e também percentuais de preservação da vegetação conforme sua importância na biodiversidade”, salientou.
Denominado “Pantanal em Movimento – Ciência, Governança e Financiamento para a Conservação de Espécies Migratórias”, o evento foi organizado pelo Instituto Taquari Vivo.
Três painéis tendo o Pantanal como base de análises provocaram as reflexões e propostas dos participantes: Financiamento de Longo Prazo, Governança da Paisagem e Proteção de Habitats e Ciência para as Espécies Migratórias.
O adjunto da Semadesc, Artur Falcette; a gerente de Portfólio no Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Ana Constant Marques; e a secretária-executiva adjunta do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima), Anna Flávia Sena, falaram sobre mecanismos de financiamento para políticas ambientais.
“É essencial ter recursos sustentáveis ao longo do tempo, com um modelo de governança para que cheguem na ponta”, propôs Anna Flávia, afirmando ser esta uma característica do Fundo Amazônia. Falcette frisou que o Fundo Clima Pantanal não tem o objetivo exclusivo de financiar a conservação, mas como instrumento de concessão e de negociação com a iniciativa privada, durante os debates para elaboração da Lei do Pantanal.








