Aumento de taxas de importação e suas implicações para a economia global. Trump descreve o dia 2 de abril como um “dia da libertação”, considerando a divulgação de hoje como uma das datas mais significativas da história moderna.

O “tarifaço” anunciado pelo presidente americano Donald Trump está programado para ser revelado hoje às 17h (horário de Brasília), gerando incertezas entre líderes mundiais e representantes econômicos. Até que a Casa Branca divulgue todos os detalhes, há uma expectativa crescente sobre como as novas tarifas americanas afetarão o comércio global.
O presidente justifica o aumento das tarifas afirmando que os EUA estão em desvantagem nas relações comerciais atuais. Ele critica os países que impõem altas taxas de importação, alegando que o objetivo é fortalecer a economia americana, incentivando a produção local em vez da importação de produtos acabados. A partir de amanhã, uma nova taxa sobre a importação de veículos começará a ser aplicada. Embora a intenção inicial fosse que a sobretaxa de 25% sobre veículos estrangeiros entrasse em vigor junto com as outras tarifas, a Casa Branca confirmou que isso ocorrerá apenas na quinta-feira, 3, às 1h01 (horário de Brasília).
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump já aumentou as tarifas de importação de produtos da China, além de algumas do México e Canadá. A principal medida que impactou o Brasil foi a taxação de 25% sobre aço e alumínio, aplicada globalmente. O governo brasileiro está se preparando para responder, com a possibilidade de aumentar as taxas de importação de diversos produtos em até 35% sem violar os acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A especulação gira em torno de quais produtos ou países serão afetados. A tendência é que o governo americano taxe produtos em vez de países, com foco em Canadá, México e China. Além disso, os EUA já impuseram uma taxa de 10% sobre a energia elétrica importada do Canadá e 20% sobre todos os produtos da China. As novas taxas devem variar, com uma média de 20%, exceto para veículos, que terão uma sobretaxa confirmada de 25%. Estima-se que essas tarifas possam gerar mais de US$ 6 trilhões em receita, embora os detalhes sobre como isso será implementado ainda não tenham sido esclarecidos.
Há preocupações entre líderes internacionais sobre a possibilidade de retaliações. Por exemplo, o Canadá impõe uma taxa de 250% sobre produtos lácteos americanos, e os EUA poderiam responder com tarifas equivalentes. Os produtos que podem ser taxados incluem bebidas alcoólicas, etanol, petróleo, plástico e produtos agrícolas.
O Brasil, além do aço e alumínio, também pode ser impactado no setor de etanol, já que Trump mencionou a diferença nas taxas de importação entre os dois países. As novas tarifas começarão a ser cobradas imediatamente após o anúncio oficial de Trump, que ocorrerá em um evento no Rose Garden, um dos jardins da Casa Branca.
A decisão não é necessariamente definitiva. Trump tem mudado seu tom frequentemente, e no último fim de semana, ele sugeriu que “o mundo pode se surpreender” com as tarifas, além de considerar a possibilidade de negociar reduções com alguns parceiros comerciais.