“Município amplia oportunidades e tem importância estratégica”, diz candidato à Câmara dos Deputados.

“Cassilândia avança como um município estratégico da Costa Leste. Desenvolve variadas atividades produtivas e vem ampliando oportunidades”, opina o ex-secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck.
Candidato a deputado federal pelo Republicanos, ele conhece as diferentes fases cassilandenses de evolução econômica e social, estudadas, acompanhadas e incentivadas quando chefiou a Pasta (Semadesc), além de ter formação de economista e doutorado em Desenvolvimento.
As ações realizadas ao longo de 10 anos contribuíram para o cenário que hoje exibe de várias frentes produtivas e incentivo a investidores, tanto em agricultura e indústria, como na agroindústria.
Atração de investimentos industriais, melhoria logística pela MS-306, fortalecimento da cadeia da borracha, diversificação agrícola com soja e citricultura, apoio à agricultura familiar, pesquisa e tecnologia para o agro estão no contexto.
Novas fronteiras
Verruck lembra que na segunda-feira (03/08), Cassilândia completou 72 anos de fundação e já é um município reconhecido pela sua diversidade produtiva, logística e agroindustrial.
Da heveicultura (cultivo da seringueira) e da laranja, por exemplo, a abertura de novas fronteiras agrícolas confirma as vocações locais, destaca o ex-secretário.
O principal marco industrial em Cassilândia foi a implantação da Victória Indústria e Comércio de Álcool.
Estruturada para a produção de álcool 70% e de gorduras, óleos para glicerina e outros produtos químicos, a fábrica é uma das fotografias do avanço empreendedor na região.
Na logística, o município foi diretamente impactado pela concessão da MS-306. Eixo de integração com Costa Rica e Chapadão do Sul, a rodovia está na rota de escoamento de açúcar, álcool, algodão, soja e milho.
Verruck informa que na produção do agro destaca-se a diversificação de áreas de pastagem para soja; no apoio à pesquisa da Fundação Chapadão em Cassilândia e Paranaíba; na estruturação da cadeia da borracha e, mais recentemente, na entrada do município como polo da citricultura estadual, com perspectiva de mais de 3 mil hectares de plantações de laranja.
Um projeto associado à empresa Frucamp já contava com quase 800 hectares plantados e previsão de alcançar 1.800 hectares no ano passado.
Cassilândia passou a integrar a nova rota da citricultura, somando-se a municípios como Paranaíba, Três Lagoas, Bataguassu e Sidrolândia. O avanço se deve às características de solo e clima, ao uso de irrigação e à migração da produção de São Paulo para Mato Grosso do Sul em função do greening, a doença mais letal para os cítricos.
A heveicultura é um dos temas mais diretamente associados à Costa Leste. A cadeia da borracha em Mato Grosso do Sul aponta a seringueira como alternativa econômica sustentável, com potencial de emprego e renda tanto para o setor empresarial quanto para a agricultura familiar.
Entre 2019 e 2020, o estado tinha 22.648 hectares de seringueira em 243 propriedades de 29 municípios.






