Vendavais atingiram o Estado no feriado de Finados. A fronteira registrou queda de árvores, enquanto Santa Rita do Pardo teve casas destelhadas e danos à rede elétrica.

Temporais atingiram diferentes regiões de Mato Grosso do Sul na segunda-feira (2), feriado de Finados, provocando queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia. Em Ponta Porã, a ventania derrubou parte de uma torre de rádio. Já em Santa Rita do Pardo, os estragos nas áreas urbana e rural levaram a prefeitura a decretar situação de emergência.
Os registros meteorológicos divulgados ao longo do dia apontaram rajadas de até 77 km/h em Laguna Carapã e de 74,1 km/h em Ponta Porã. Também houve chuva forte em Rio Brilhante, granizo em Amambai e transtornos no abastecimento de energia em Campo Grande e Aquidauana.
Torre cedeu durante a ventania na fronteira
Em Ponta Porã, o temporal atingiu a região durante a tarde. Na Rua Capitão Pedro Ribeiro, no Residencial 2, parte da torre de uma rádio cedeu e caiu sobre a via. O proprietário da emissora, Fabrício de Souza, confirmou os danos à estrutura. Não houve feridos nessa ocorrência, e a rua foi interditada.
Equipes da Secretaria Municipal de Obras e da Defesa Civil trabalharam na retirada de árvores e galhos que obstruíam ruas. A operação buscava liberar a circulação e reduzir os riscos nos locais atingidos.
Do outro lado da fronteira, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foram registrados destelhamentos, queda de árvores e rompimento de fiação elétrica. Capitán Bado também teve danos em telhados, postes e árvores, conforme relatos publicados pela imprensa regional.

Vendaval de dez minutos provocou emergência em Santa Rita do Pardo
Em Santa Rita do Pardo, a tempestade começou por volta das 4h de segunda-feira e durou aproximadamente dez minutos. Apesar da curta duração, o vendaval destelhou residências, derrubou árvores e danificou estruturas públicas e propriedades rurais.
O temporal também destruiu um abrigo de ponto de ônibus e atingiu a fiação elétrica. No levantamento divulgado após a ocorrência, 475 unidades consumidoras estavam sem energia, o equivalente a 14,31% das unidades do município.
Diante dos prejuízos, o prefeito Lúcio Roberto Calixto Costa assinou o Decreto Municipal nº 154/2026, com validade de 180 dias. A medida reconhece a situação de emergência nas áreas comprovadamente atingidas e permite mobilizar órgãos municipais para as ações de resposta, sob coordenação da Defesa Civil.
Chuva, granizo e rajadas atingiram outros municípios
Laguna Carapã registrou ventos de 77 km/h, além de 20,6 milímetros de chuva. Em Rio Brilhante, o acumulado chegou a 49,5 milímetros até as 17h50, com rajadas de 53,2 km/h. Houve relatos de alagamentos no município e também em Dourados, onde foram registrados 32 milímetros de precipitação.
Em Amambai, o levantamento apontou 37,8 milímetros de chuva, ventos de 51 km/h e granizo moderado. Caarapó teve acumulado de 17,6 milímetros e rajadas de 57,5 km/h.
Queda de árvores afetou o fornecimento de energia
Em Campo Grande e Aquidauana, 8.824 unidades consumidoras ficaram sem energia no levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica na segunda-feira. Desse total, 6.125 ficavam em Aquidauana e 2.699 na Capital. Os números retratam a situação no momento da consulta, não um balanço definitivo.
A Energisa atribuiu as interrupções à ventania e à queda de árvores sobre a rede elétrica. Segundo a concessionária, equipes atuavam simultaneamente nos dois municípios, com restabelecimento gradual do serviço à medida que os reparos e as manobras na rede eram realizados.









