Governador substitui Caiado na presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC).

Ao retornar de suas férias, encerradas sexta-feira (16/01), o governador Eduardo Riedel (PP) reassumiu o cargo, ocupado no período pelo vice, José Carlos Barbosinha (PSD) e começou de imediato a cumprir o rol de tarefas agendadas.
Ontem (quarta-feira, 21/01) em Brasília, ele assumiu a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que reúne os governadores de Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Distrito Federal.
Com mandato de um ano, Riedel foi eleito para substituir o colega goiano Ronaldo Caiado (União Brasil), encargo que considera missão da mais alta relevância. “Assumo com total responsabilidade e orgulho este grande desafio que é suceder o governador Caiado, que sem dúvida fez uma gestão muito exitosa”, elogiou.
Em seguida, lembrou ter participado da criação do consórcio, em 2015, quando ainda era secretário de Estado. “Acompanhei de perto tudo que aconteceu até chegar hoje e ver o nível de maturidade do grupo”, salientou.
Riedel assinalou que o consórcio consegue trazer benefícios aos entes federativos que representa, com foco em diferentes segmentos nos contextos administrativo, econômico e político.
Um dos exemplos que ele citou sobre esta atribuição é o trabalho do BrC na saúde pública, com a compra coletiva de medicamentos. O consórcio presidido por Riedel é constituído por um bloco de 26,2 milhões de habitantes, com desafios de diferenciada envergadura política e social.
Além de dar sequência às iniciativas da gestão anterior, Riedel vai encarar alguns contextos novos das economias nacional e internacional. Com o Acordo de Livre Comércio entre a América Latina e a Europa, o Brasil vai ocupar uma posição estratégica na economia intercontinental, sobretudo nas exportações e na recomposição de regras do mercado.
O BrC, segundo Riedel, é instrumento essencial de governança colaborativa e geração de economia para os cofres públicos estaduais.
Grandes desafios
“Representamos uma região com mais de um terço do território brasileiro e cresce duas a três vezes a média do Brasil”, observou. “Esta região tem oferecido grandes oportunidades para sua população e grandes desafios, dispondo de algumas singularidades, como a agenda internacional sobre segurança alimentar, a infraestrutura, a transição energética e as novas rotas, nas quais o consórcio atua com protagonismo”, analisou.
Na saúde, pelo Programa de Compras Compartilhadas, no ano passado o consórcio realizou a aquisição conjunta de medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF).
Foram licitados 156 medicamentos, dos quais 122 resultaram em registros em Atas de Registro de Preços CEAF-BrC, representando um índice de êxito de 78,2%. O valor global adjudicado totalizou R$ 367.789.934,07.
Riedel destacou avanços nesta área. “Compramos 136 milhões de medicamentos de forma coletiva, para serem entregues aos respectivos estados. Rondônia informou que não teria condições de acesso a esses medicamentos por causa da logística. Mas, pelo consórcio, conseguiu. E com uma redução [de preço] de 14% a 30%, pela forma como foi feito”, exemplificou.
“Com responsabilidade e união, ouvindo o legítimo clamor da sociedade, é possível ao consórcio cumprir o papel que o país espera”.








