Operação Focus intensifica fiscalização contra incêndios florestais em oito municípios com uso de alertas via satélite.

Entre 1º de agosto e 1º de outubro de 2025, o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (2º BPMA) aplicou mais de R$ 29,2 milhões em multas relacionadas a queimadas irregulares e incêndios florestais em oito municípios de Mato Grosso do Sul, como parte da Operação Focus.
A ação é desenvolvida em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e conta com monitoramento por satélite para gerar alertas de fogo, o que permite atuação rápida das equipes de fiscalização.
Segundo os dados oficiais, Angélica foi o município com maior volume de autuações — cerca de R$ 12.187.000,00 em multas aplicadas.
A sequência dos municípios segundo valores é a seguinte:
Costa Rica: R$ 7.751.000,00
Nova Alvorada do Sul: R$ 6.178.000,00
Bataguassu: R$ 2.362.000,00
Paranaíba: R$ 568.981,00
Paraíso das Águas: R$ 90.000,00
Ribas do Rio Pardo: R$ 75.000,00
Dourados: R$ 3.000,00

Incêndio que começou durante a colheita de cana-de-açúcar em uma fazenda de Angélica, a 272 km de Campo Grande, destruiu 1.463,891 hectares, dos quais 62,605 hectares de vegetação nativa, incluindo APP (Áreas de Preservação Permanente) e RL (Reserva Legal). O proprietário recebeu multa de R$ 4,8 milhões. O caso ocorreu no último dia 25/09.
Queimada de lavoura de cana em Angélica
Um dos casos mais expressivos ocorreu em uma fazenda em Angélica, onde um incêndio durante a colheita de cana-de-açúcar atingiu 1.463,891 hectares no total — sendo 62,605 hectares de vegetação nativa.
Para esta ocorrência, o proprietário foi multado em R$ 4.836.000,00, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Decreto Federal nº 6.514/2008: R$ 3.000 por hectare de área agropastoril e R$ 10.000 por hectare de vegetação nativa.
De acordo com o 2º BPMA (Batalhão da Polícia Militar Ambiental) de Batayporã, o fogo começou após um problema mecânico em um equipamento de transbordo utilizado na colheita e se alastrou rapidamente pela lavoura e pela vegetação.
Além da multa, neste caso, ele foi notificado a apresentar um projeto de recuperação para as áreas nativas afetadas e responderá administrativamente pelo dano ao meio ambiente.








