Estado tem leve queda nas separações, mas continua entre os líderes nacionais. O número de casamentos segue em declínio em MS.

Mato Grosso do Sul manteve, em 2024, a terceira maior taxa de divórcios do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10) na pesquisa Estatísticas do Registro Civil.
Foram registrados 7.624 divórcios concedidos em primeira instância ou por escrituras públicas, redução de 2,3% em relação a 2023, quando o número chegou a 7.805. A taxa de divórcios caiu de 3,8% para 3,7% por grupo de 1.000 pessoas com 20 anos ou mais.
Mesmo com a leve diminuição, o Estado se manteve na terceira posição do ranking nacional, atrás apenas de Rondônia (4,9%) e do Distrito Federal (3,8%).
Em Campo Grande, o número de separações chegou a 3.669 em 2024. Dourados registrou 706 e Três Lagoas, 227. O tempo médio de duração dos casamentos em Mato Grosso do Sul também segue em queda: passou de 18,5 anos em 2004 para 11,8 anos em 2024 — o quarto menor índice do país.
Guarda compartilhada avança no Estado
Entre os casais que se divorciaram, 42,9% tinham filhos menores de idade. Famílias com filhos adultos representaram 14,6%, e 6,3% tinham filhos em diferentes faixas etárias.
O levantamento mostra avanço da guarda compartilhada, que já aparece em 43% dos divórcios sul-mato-grossenses. A guarda unilateral com a mãe respondeu por 48,9% dos casos; com o pai, 3,3%; e outras formas, como a guarda por parentes, somaram 0,7%.
No cenário nacional, pela primeira vez, a guarda compartilhada superou a unilateral feminina: 44,6% contra 42,6%. A guarda exclusiva com o pai responde por 2,8% dos casos no Brasil.
Casamentos recuam e alcançam menor número em dez anos
A tendência de queda nos casamentos continua em Mato Grosso do Sul. Em 2024, foram registrados 15.094 casamentos, uma redução de 0,4% em relação a 2023 (15.150). No acumulado da década, a queda chega a 1,6%.
Do total registrado no ano passado, 14.919 foram entre casais heterossexuais e 175 entre pessoas do mesmo sexo — número recorde para o Estado, superando o marco de 2018, quando houve 166 registros. Entre os casamentos homoafetivos, 61 foram entre homens e 114 entre mulheres. Dezembro continuou sendo o mês preferido pelos noivos, com 1.582 cerimônias, seguido por novembro (1.409) e agosto (1.343).
A taxa de nupcialidade, que considera o número de casamentos por 1.000 habitantes com 15 anos ou mais, ficou em 6,7 em Mato Grosso do Sul, o sétimo maior índice do país. Rondônia (8,9), Distrito Federal (8,4) e Tocantins (7) lideraram o ranking. No Brasil, a média nacional foi de 5,6 casamentos por 1.000 habitantes.






