Prefeitura de Campo Grande fez compromisso para desembolsar mais de R$ 19 milhões.

Mais uma denúncia devastadora despencou no colo da prefeita Adriane Lopes (PP). Segundo o portal “O Jacaré”, ela assumiu com uma firma original do Estado do Acre o compromisso de repassar, mediante contratos, recursos da Prefeitura de Campo Grande para pagar serviços de sua gestão.

De acordo com o Portal, em seis meses, entre outubro de 2025 e abril de 2026, a Predial Construções Ltda venceu quatro licitações que somam quase R$ 20 milhões.
O primeiro dado a chamar a atenção é o fato de a empresa, mesmo com sua fundação registrada em terras acreanas e funcionando há cerca de 15 anos, transferiu-se para Mato Grosso do Sul. E está aí o segundo e intrigante detalhe: a sede sul-mato-grossense é um endereço residencial na Vila Piratininga, sem a necessária placa de identificação comercial.
Hélio Lopes, o marido da proprietária Marcia Furtunato Correia, explicou que a empresa prefere não ter placas de identificação por uma questão de segurança, pois já sofreram assalto no endereço.
A mudança para a Vila Piratininga foi há quatro anos e o imóvel abriga a residência do casal e o escritório comercial, enquanto a sede própria está em obras.
Em Campo Grande, a Predial tem os seguintes contratos e os seus respectivos valores: Caps Guanandi (R$ 3,2 milhões); UBSF Jardim das Perdizes (R$ 1,6 milhão); escola de tempo integral do Jardim Centro-Oeste (R$ 9,5 milhões); conclusão da obra da Escola Municipal da Vila Nathália, no Portal Caiobá (R$ 4,7 milhões, sendo que o documento final ainda não foi assinado).
A Predial tem ainda contratos em Paranaíba e Ribas do Rio Pardo.

Pastoradas e rejeição
O empreguismo na prefeitura, o uso de folha secreta para uso dos cofres da municipalidade e a situação caótica em serviços de saúde, transporte e manutenção dão para Adriane Lopes o título de pior gestão entre as 26 capitais brasileiras.
Os índices de desaprovação passam de 85%, os mais baixos da história de Campo Grande.
A prefeita e o seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, são líderes da Igreja Assembleia de Deus. E nem assim escapam da rejeição dirigida pelos campo-grandenses à gestão da cidade.
A contratação de 12 pastores para cargos em comissão indignou até os fiéis evangélicos. O site Movimento Brasil Laico reverberou o apetite da caneta empreguista, assim como outros veículos de circulação nacional.
Com a cidade infestada de buracos e serviços precarizados na saúde e no transporte coletivo urbano, a prefeita acumula um absurdo sobre outro.
Além disso, as denúncias se multiplicam, uma delas, entre as mais recentes, aponta o desvio de R$ 156,7 milhões do Fundo Municipal de Saúde, dinheiro que o Ministério Público quer saber onde foi parar e com qual finalidade.

