Estado atende 20 mil famílias indígenas com auxílio alimentar

Programa “Mais Social” garante mantimentos para 88 aldeias em 27 municípios de Mato Grosso do Sul.

Por meio do Programa “Mais Social” – criado em abril de 2021, no governo de Reinaldo Azambuja – 20 mil famílias indígenas são atendidas com gêneros alimentícios, em fardos que contêm arroz, feijão, leite em pó, macarrão, óleo de soja, açúcar cristal, canjica amarela, fubá de milho, sal, charque bovino e até a erva de tereré.

O governo, por meio da Sead, leva os alimentos às aldeias. (Foto: Laucymara Ayala/Sead).

Ao todo, o programa beneficia 88 aldeias em áreas rurais de 27 municípios de Mato Grosso do Sul.

Em Miranda, onde vive uma das maiores populações indígenas do Estado, o programa beneficia 2.248 famílias em nove aldeias, a maioria do povo terena.

Na Aldeia Passarinho, Angélica dos Santos, 35, mãe de seis filhos, todo mês tem sua cesta, entregue pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (Sead). É a provisão garantida à família. O esposo é pedreiro e seu salário insuficiente para as despesas.

A nonagenária Lourença, da Aldeia Moreira: um auxílio providencial. (Foto: Laucymara Ayala/Sead).

Na Aldeia Moreira, Loureça Gonçalves, 90, é viúva e mora com um neto de 17 anos. “Criei três filhos. Minha filha leva a comida até em casa. Eu cozinho e lavo roupa. Se não fosse esta ajuda a gente não teria o que comer”, diz.

O “Mais Social” fornece a quem mora na área urbana um cartão no valor de R$ 450,00 para compra exclusiva de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene.

Para os indígenas da área rural a Sead entrega a cesta. Assim, não precisam ir até à cidade para fazer compras. Têm direito ao programa as famílias inscritas e atualizadas no CadÚnico, com uma renda per capita de até meio salário mínimo e residentes em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos.

A prioridade é para as famílias com a menor renda, chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou em situação de violência doméstica.