Queda de quase 1% anima mercado e Ibovespa rompe os 137 mil pontos e renova máxima desde agosto do ano passado

O dólar iniciou esta terça-feira (13/05) em forte baixa, refletindo o alívio nos mercados após a divulgação da ata do Copom e a trégua comercial firmada entre Estados Unidos e China, que reduziu temporariamente as tarifas de importação. Às 10h40, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,6292, com queda de 0,97%.
Na véspera, o dólar havia encerrado em alta de 0,53%, cotado a R$ 5,6849, mas o movimento de hoje indica um ajuste positivo com os investidores reagindo a sinais de estabilidade econômica.
Resumo do dólar
Hoje (13/5 – às 10h40 horário de Brasília): o dólar estava cotado em R$ 5,6292 (queda de 0,97%)
Segunda (12/5): R$ 5,6849 (alta de 0,53%)
Acumulado no mês: +0,14%
Acumulado no ano: –8,01%
Bolsa em alta: Ibovespa supera 137 mil pontos
No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 0,81%, alcançando 137.667 pontos, o maior nível desde agosto. Na segunda-feira, o índice havia encerrado com leve alta de 0,04%, aos 136.563 pontos.
Acumulado da semana: +0,04%
Acumulado do mês: +1,11%
Acumulado do ano: +13,53%
Copom sinaliza cautela com juros
A ata do Comitê de Política Monetária, divulgada hoje, indicou que o ciclo de alta da taxa Selic pode ter chegado ao fim. Na semana passada, o Banco Central elevou a Selic pela sexta vez consecutiva, agora em 14,75% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.
Apesar de não prever novas altas, o Copom afirmou que continuará vigilante e pode ajustar o ritmo de aperto monetário conforme necessário para controlar a inflação.
Trégua entre EUA e China alivia pressão
Outro fator que impulsionou o otimismo nos mercados foi o acordo temporário entre os Estados Unidos e a China, anunciado no fim de semana. As duas potências decidiram suspender parte das tarifas por 90 dias:
Tarifas dos EUA sobre produtos chineses: de 145% para 30%
Tarifas da China sobre produtos americanos: de 125% para 10%
A trégua reduz o risco de uma recessão global e melhora o cenário para o comércio internacional, influenciando positivamente o comportamento das moedas e das bolsas.
Inflação nos EUA: leve alta
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA teve alta de 0,2% em abril, após queda de 0,1% em março. Mesmo com a trégua, analistas alertam que a inflação pode voltar a acelerar nos próximos meses, pressionada por tarifas ainda vigentes.






