Distribuidoras repassam alta de até R$ 0,80 no diesel. A gasolina em Campo Grande pode bater R$ 6,20 com tensão Irã-EUA-Israel.

Os preços dos combustíveis no Brasil, incluindo Mato Grosso do Sul, sobem devido à escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, EUA e Israel, que ameaça o Estreito de Ormuz e interrompe rotas vitais de 20% do petróleo global.
Em 8 de março de 2026, o barril de Brent superou US$ 100 (alta de ~30% na semana, de US$ 80 para níveis recordes em 19 meses), enquanto WTI avançou 7-12%; OPEP+ planeja elevar produção em 206 mil barris/dia para mitigar.
Altas nos postos nacionais
Distribuidoras como Ipiranga e Vibra reajustaram sem alta da Petrobras: diesel +R$ 0,75-0,80 (Bahia, RN, PR, MG, SP), gasolina +R$ 0,26-0,30; em MS, impacto similar com diesel para R$ 6,20-7,17/litro em Campo Grande (pré-crise R$ 5,99). Petrobras manteve preços desde janeiro (gasolina R$ 2,57/litro refino), mas paridade internacional pressiona repasses.
Situação em Mato Grosso do Sul
Em MS, gasolina comum varia R$ 5,53-5,99/litro (alta recente +R$ 0,10-0,46 com ICMS e petróleo), diesel R$ 5,92-7,17; etanol R$ 3,81-3,89. Procon-MS monitora abusos, mas Sinpetro alerta para inflação em frete e custo de vida; não há reajuste Petrobras recente, mas importações encarecem.
Perspectivas e riscos
Analistas preveem Brent até US$ 120-150 se bloqueio persistir; G7 discute reservas emergenciais, China suspende exportações de diesel. No Brasil, alta pode elevar inflação em 0,5-1% em semanas, afetando transporte em MS.






