Copa do Brasil promete muita emoção no jogo de volta domingo no Rio de Janeiro, no Maracanã. Ao todo, 46.616 torcedores estiveram presentes na Neo Química Arena, gerando uma arrecadação de R$ 5.469.214,00. A maior bilheteria da história da Arena e, consequentemente, a maior de toda a temporada 2025.

O Corinthians empatou por 0 a 0 com o Vasco da Gama na noite desta quarta-feira (17/12), na Neo Química Arena, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil.
Com o resultado, a decisão do título ficou totalmente aberta para a partida de volta, que será disputada no Maracanã.
O primeiro tempo da decisão começou truncado, mas, aos poucos, a equipe carioca assumiu o controle da partida e passou a pressionar, com direito a um gol anulado e algumas chegadas de perigo à área defendida por Hugo Souza.
O clube do Parque São Jorge respondeu na mesma moeda, com Memphis Depay balançando as redes, mas o lance também foi invalidado por impedimento. A partir daí, o Corinthians passou a controlar mais a posse de bola e levou perigo principalmente nas bolas paradas, mas sem conseguir abrir o placar.
A segunda etapa teve menos emoções para ambos os lados. O Timão conseguiu controlar o ritmo da partida com maior posse de bola, porém, o Vasco seguiu mais perigoso e chegou a acertar a trave com Barros.
Com as mudanças promovidas por Dorival Júnior ao longo do jogo, o Corinthians até ganhou mais fôlego, mas não conseguiu abrir o placar.
Com o resultado, a decisão ficou para o segundo jogo, quando o clube do Parque São Jorge vai em busca de seu quarto título da Copa do Brasil. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Além da taça, a conquista garante ao campeão uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2026 e uma premiação de R$ 77.175.000.
Escalação
Para a partida, o técnico Dorival Júnior não teve desfalques. Ainda assim, buscando dar mais fôlego ao meio-campo, promoveu duas mudanças em relação à equipe que iniciou o confronto contra o Cruzeiro, no último domingo, com Raniele e Rodrigo Garro nas vagas de Maycon e André Carrillo.

Dessa forma, o Corinthians foi a campo com a seguinte escalação: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, José Martínez, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Yuri Alberto e Memphis Depay.
Com força máxima à disposição, o banco de Dorival ainda contou com as seguintes opções: Felipe Longo; Maycon, Romero, André Carrillo, Cacá, Fabrizio Angileri, Vitinho, Charles, João Pedro, André, Gui Negão e Dieguinho.
O Vasco, comandado por Fernando Diniz, respondeu com os seguintes 11 iniciais: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan, Puma Rodríguez, Barros, Thiago Mendes, Coutinho, Nuno Moreira, Andrés Gómez e Rayan.
Primeiro tempo
A decisão começou truncada, com as equipes disputando espaço nas intermediárias e alternando a posse de bola, mas sem conseguir transformar o controle em chances claras de gol.
Mesmo atuando fora de casa, a primeira chegada foi do Vasco, quando Rayan arrancou pela direita, cruzou na área, André Ramalho afastou parcialmente e, no rebote, Thiago Mendes finalizou por cima do gol.
A resposta do Corinthians veio pouco depois. Memphis desviou um passe do zagueiro Cuesta, Yuri Alberto ficou com a sobra e escorou para Breno Bidon, que bateu colocado.
A bola passou rente à trave direita de Léo Jardim, arrancando suspiros da Fiel pela primeira vez.
Na sequência, após boa troca de passes, Andrés Gómez achou Rayan às costas da defesa corinthiana. O atacante avançou até a área e finalizou para abrir o placar, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A pressão do Vasco continuou. Em saída errada de Raniele, Barros cruzou para Coutinho, que finalizou travado pela defesa. Pouco depois, Nuno levantou na segunda trave e Puma apareceu para cabecear, mandando para fora.
O Timão respondeu na bola parada. Rodrigo Garro cobrou falta para dentro da área, André Ramalho desviou, a bola resvalou em Yuri Alberto e sobrou limpa para Memphis Depay empurrar para o fundo da rede. O gol, no entanto, também acabou anulado por impedimento.
Mesmo sem valer, o lance mudou a postura do Corinthians. A equipe ganhou confiança, adiantou as linhas e passou a ocupar com mais frequência o campo de ataque.
O Vasco, por sua vez, seguia perigoso pelas pontas. Em uma dessas investidas, Puma invadiu a área pelo lado esquerdo, passou por Matheuzinho, demorou na decisão e, quando tentou o cruzamento, André Ramalho apareceu com um corte providencial.
O time da casa mantinha maior presença no campo de ataque. Em boa movimentação coletiva, Garro encontrou Memphis Depay livre dentro da área. O holandês girou para finalizar, mas escorregou no momento do arremate, permitindo a recuperação da defesa.
Na sequência, após cobrança de escanteio, Puma afastou mal e Martínez pegou a sobra de primeira, mandando para fora. Sem novas alterações válidas no placar, as equipes foram para os vestiários com o empate sem gols.

Segundo tempo
Apesar das dificuldades apresentadas no primeiro tempo, Dorival Júnior optou por não mexer na equipe no intervalo. O Corinthians voltou com uma postura diferente, passando a reter mais a bola. Em boa troca de passes logo no início, Bidu disparou pela esquerda e cruzou na segunda trave.
Yuri Alberto se lançou para finalizar, mas pegou fraco na bola, facilitando a defesa de Léo Jardim.
Aos sete minutos, Dorival acionou o banco pela primeira vez, promovendo as entradas de André Cafrillo e Maycon nas vagas de José Martínez e Breno Bidon.
Do outro lado, o Vasco seguia perigoso nos contra-ataques. Em um deles, Barros aproveitou um rebote na entrada da área e finalizou, mas Matheuzinho apareceu bem para desviar e mandar para escanteio.
Com as alterações, o Timão passou a trocar mais passes e a controlar melhor a posse, porém sem conseguir transformar esse domínio em chances claras.
Os cariocas seguiam explorando os erros corinthianos. Em uma das chegadas, Coutinho escapou nas costas de Raniele, que evitou a falta; o meia bateu da entrada da área e a bola ainda desviou na defesa antes de sair para escanteio.
Na cobrança, Coutinho colocou na cabeça de Bastos, que subiu mais que a zaga do Corinthians e cabeceou na trave, levando perigo real ao gol alvinegro.
Com o ataque pouco produtivo, Dorival voltou a recorrer ao banco. Vitinho e André Luiz entraram nas vagas de Rodrigo Garro e Raniele. Além das mudanças, o Corinthians passou a atuar em um 4-3-3, buscando mais presença ofensiva na reta final.
Novamente na bola parada, Memphis cobrou um escanteio do lado esquerdo na segunda trave, Gustavo Henrique cabeceou pressionado por Thiago Mendes e mandou para fora.
Já nos momentos finais, buscando sair em vantagem na decisão. Dorival Júnior tirou Memphis Depay e colocou Dieguinho. Opção que não agradou a torcida, que vaiou o técnico.
Apesar das tentativas de mudar o panorama com as substituições, o Corinthians seguiu encontrando dificuldades para transformar posse e iniciativa em chances claras.
Em uma das melhores trocas de passes da equipe, Matheus Bidu cruzou na área, Yuri Alberto bateu cruzado e Léo Jardim defendeu com os pés. O lance, no entanto, acabou anulado por impedimento, aliviando o centroavante após o desperdício de uma boa oportunidade.
A principal chance do Timão surgiu pouco depois. Dieguinho levou a melhor sobre Puma pela direita, ganhou o fundo e rolou para Vitinho, que finalizou buscando o canto, mas parou em boa defesa de Jardim, mantendo o placar zerado na primeira partida da decisão.
Com informações do Portal Meu Timão






