Usina compartilhada com cinco municípios garante economia de até 34% na compra do CBUQ para revitalização de 41 km de vias já pavimentadas.

A Prefeitura de Campo Grande investirá R$ 10 milhões na compra de massa asfáltica (CBUQ) através do consórcio que reúne Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Sidrolândia e Terenos — o Consórcio Central-MS
O contrato, que utiliza recursos de emenda do deputado federal Luiz Ovando (PP), deve viabilizar o recapeamento de ruas e avenidas da capital ainda no segundo semestre.
O CBUQ será fornecido pela usina alugada, instalada em regime fixo na Avenida Solon Padilha, no Núcleo Industrial, e compartilhada pelos municípios
Segundo o diretor executivo Vanderlei Bispo de Oliveira, a estrutura é tratada como “móvel” por possibilitar realocação futura, mas já opera de forma permanente na cidade.
Economia e volume
A tonelada de asfalto sai por R$ 495, contra os R$ 680 cobrados no mercado privado — uma redução de até 34%, conforme o consórcio. Já existe um contrato inicial de R$ 6 milhões, totalizando a entrega de 14 mil toneladas de CBUQ.
A economia é viabilizada pela condição de autarquia do consórcio, que não paga tributos, reduzindo custos em cerca de 26% .

Avanço nas obras
Desde 2023 até abril de 2025, Campo Grande recapeou 41 km em 60 trechos, contemplando vias importantes como:
Ernesto Geisel
Tiradentes
Tancredo Neves
Ezequiel Ferreira Lima
15 de Novembro
25 de Dezembro
Rua da Liberdade
A secretaria municipal de Infraestrutura, comandada por Marcelo Miglioli, reforçou que os próximos editais já estão sendo estruturados. Ele enfatiza que os R$ 10 milhões cobrirão apenas a compra da massa asfáltica, e que a prefeitura ainda busca recursos para a aplicação do produto.
“Estamos estruturando os editais para contratação da aplicação da massa e recuperação funcional do pavimento nas sete regiões urbanas da cidade. Na aquisição do CBUQ, estamos fazendo o contrato com o consórcio para diminuir os custos.”
Consórcio e usina móvel
O Consórcio Central-MS, presidido pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, foi criado para gerar economias de escala e acelerar obras em infraestrutura.
Em 2024, a usina móvel passou por incêndio, mas foi substituída por uma unidade nova, contratada emergencialmente por R$ 964.656
Próximos passos
Campo Grande contrata a compra de massa ainda este semestre. Editais para aplicação de asfalto devem ser lançados logo após obtenção dos recursos. Os demais municípios do consórcio utilizarão o material de forma escalonada, com Sidrolândia prevista como próxima beneficiada.








