O desejo do general é o de poder acompanhar as notícias e de poder realizar novo curso superior à distância para ajudar no cálculo de redução de pena.

O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), pediu autorização ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para instalar TV a cabo na cela que ocupa na 1ª Divisão do Exército do Comando Militar Leste, no Rio de Janeiro.
No pedido, ele também solicita autorização para realizar uma graduação a distância para reduzir a pena. As solicitações ainda não foram analisadas.
![]()
Segundo a defesa de Braga Netto, o ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente na disputa eleitoral de 2022 quer utilizar a TV a cabo para acessar canais de notícia. “É direito do General Braga Netto se manter vinculado à realidade social e não há qualquer óbice na legislação a que isso se dê por meio do acompanhamento dos canais de notícias. Tal possibilidade ganha ainda mais relevância diante do fato de que o peticionário é único custodiado da unidade militar, o que o impõe uma rotina sem o estabelecimento de relações interpessoais e, portanto, sem qualquer integração social”, diz a defesa de Braga Netto.
Por isso, “requer-se autorização para acesso a televisão a cabo, cujos custos de contratação, instalação (considerando a infraestrutura disponível na unidade militar) e manutenção serão totalmente suportados pelo próprio General Braga Netto”.
Quanto à graduação, a defesa aponta uma lista de cursos ofertados pela Faculdade Estácio, mas sem identificar qual deles o ex-ministro teria escolhido.
A lista inclui graduações de dois a quatro anos, nas mais diversas áreas de graduação.
Walter Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Ele já estava preso desde dezembro de 2024, acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com informações do Portal UOL






