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Campo Grande, 16 de setembro de 2026

Bancários cobram aumento real para salários e demais verbas

  • 31 de julho, 2026
  • Geral
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Foi realizada nesta quinta, 30 de julho, a quinta mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários – que representa bancários de todo o Brasil, de bancos públicos e privados, nas tratativas da Campanha Nacional da categoria – e a Fenaban (federação dos bancos).

Comando Nacional dos Bancários rechaçou ataques aos direitos dos bancários (Foto: Seeb-SP).

A extenuante negociação desta quinta teve como tema Remuneração e Cláusulas Econômicas, mas também contou com o retorno da Fenaban sobre pontos da última negociação, quando foram debatidas questões sobre saúde e condições de trabalho (leia abaixo).

“O setor bancário segue como um dos mais lucrativos e com o maior acúmulo de patrimônio líquido do país. Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões. Somente no 1º trimestre deste ano, os lucros atingiram R$ 29,8 bilhões. Em relação ao patrimônio líquido, no ano passado o setor bancário registrou o montante de R$ 1,2 trilhão, valor 25 vezes maior do que a soma dos dois setores mais rentáveis do país, em 2025, que foram eletroeletrônica e mecânica, que, juntos, apresentaram patrimônio líquido de R$ 48 bilhões”, pontua Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Os bancos possuem total capacidade de atender nossas reivindicações e valorizar os trabalhadores que constroem seus resultados com aumento real”, acrescenta.

Aumento real é prioridade

Na Consulta Nacional dos Bancários 2026, que ouviu mais de 54 mil bancários, o aumento real, acima da inflação, foi apontado como a principal prioridade da categoria, citado por 93% dos respondentes. Em seguida, aparece o aumento da PLR, com 63%, e o reajuste maior no vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA), com 51%.

Entre outros pontos relacionados com as cláusulas econômicas, os bancários reivindicam 5% de aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajuste) para salários e demais verbas; aumento no piso salarial da categoria, de forma que alcance o salário mínimo ideal calculado pelo Dieese (R$ 7.999,44); piso para a área de TI; aumento maior para VA e VR; e valorização da PLR.

“Os bancos cobrem com folga sua despesa com pessoal apenas com a receita com tarifas, uma receita secundária. Por isso, é justo que compartilhem seus lucros com quem efetivamente contribui para esses resultados. Além disso, os números evidenciam uma enorme desigualdade: de acordo com os Formulários de Referência enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a remuneração média anual dos integrantes da diretoria estatutária de quatro dos maiores bancos do país alcança R$ 10,3 milhões por executivo. Esse valor equivale a cerca de 120 vezes a remuneração anual total de um escriturário”, destaca Neiva Ribeiro.

Após ouvir os dados apresentados pela representação dos bancários (veja abaixo) e as reivindicações da categoria, a Fenaban informou que irá analisar as propostas apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários e apresentar um retorno nas próximas rodadas de negociação.

Quinta mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 (Foto: Seeb-SP).

Mesa única

Ao final da negociação, o Comando Nacional dos Bancários reforçou a defesa da mesa única de negociação, que reúne bancários de bancos públicos e privados. “A categoria se manifestou em todo o país na defesa da nossa mesa única de negociação. Não vamos permitir que avance qualquer tentativa de divisão da força da nossa unidade”, destaca a presidenta do Sindicato.

Mesa única: a força da unidade dos bancários

Próxima negociação

A próxima mesa de negociação está agendada para ocorrer na terça, 4 de agosto, mantendo Remuneração e Cláusulas Econômicas como tema.“Cobramos que a Fenaban apresente uma proposta concreta que atenda às necessidades e expectativas da categoria em relação às cláusulas econômicas, saúde e condições de trabalho. Os bancários e bancárias devem ficar atentos ao site e redes sociais do Sindicato para receber nossas convocações para plenárias e outras ações de mobilização”, conclui Neiva Ribeiro.

Mesa 1: Fenaban ameaça mesa única e Comando Nacional reforça unidade na defesa da categoria

Mesa 2: Comando Nacional cobra igualdade de oportunidades e medidas para combater discriminação, diferenças salariais e endividamento da categoria

Mesa 3: Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências

Mesa 4: Em 1ª negociação da Campanha Nacional, Sindicato pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4×3 e garantia do direito à desconexão.

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