Organização da II Copa ABC de Futsal fechou os portões até o fim do torneio e afastou árbitro envolvido no tumulto durante jogo Sub-12, em Campo Grande(MS).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/b/fmSRfsRZCXORW7pTsZbg/1200-x-800-2026-09-26t193342.373.jpg)
A II Copa ABC de Futsal será disputada sem a presença de pais, familiares e torcedores até o encerramento da competição, em Campo Grande. A medida foi anunciada pela organização após a confusão registrada no sábado (26/09), durante uma partida da categoria Sub-12 entre Mussi Sports e Colégio Batista, no Ginásio do Colégio ABC, no Jardim Monte Líbano.
O episódio começou após uma marcação de pênalti e evoluiu para discussão, invasão da quadra, tentativa de agressão, denúncia de ofensas raciais e o aparecimento de uma arma de fogo em meio a crianças e responsáveis. O árbitro, de 55 anos e policial militar da reserva, foi afastado da competição.
Discussão começou após pênalti
A partida estava em andamento quando uma decisão da arbitragem provocou protestos de pessoas que acompanhavam o jogo. Conforme relatos registrados pela Polícia Militar e informações divulgadas por testemunhas, a tensão aumentou depois da marcação de um pênalti.
O confronto entre Mussi Sports e Colégio Batista estava 1 a 0 para o Colégio Batista quando precisou ser interrompido. Imagens da transmissão do jogo, feita pelo canal 123 Esportes no YouTube, registraram parte do tumulto.
Segundo a versão apresentada pelo árbitro aos policiais, três homens — identificados como pais de atletas — entraram na quadra e tentaram agredi-lo. Ele também afirmou ter sido chamado de “preto safado”, situação registrada como injúria qualificada por raça ou cor.

Versões sobre arma divergem
O ponto mais grave da ocorrência foi a presença de uma arma de fogo dentro do ginásio, diante de atletas de até 12 anos e de outras pessoas que acompanhavam a partida.
A versão registrada inicialmente pela Polícia Militar é de que o árbitro portava uma arma particular, com documentação regular, e a sacou durante a confusão após relatar ameaça à própria integridade. A corporação foi acionada para atender uma ocorrência de vias de fato, ameaça e injúria racial.
Entretanto, há relatos distintos sobre a origem da arma. Informações apuradas no local indicam que um torcedor teria sacado e apontado o armamento em direção ao árbitro, que teria conseguido ficar com o revólver. Em seguida, imagens mostram o profissional deixando o local e retornando empunhando a arma, o que provocou correria e pânico no ginásio.
A divergência deverá ser esclarecida no inquérito policial. Até o momento, não há indicação pública de disparos durante a confusão.
Pais deixaram o local
Quando a equipe policial chegou ao Colégio ABC, os três homens apontados como envolvidos já haviam deixado a instituição. Eles foram identificados, e o caso foi encaminhado para a Polícia Civil.
A ocorrência foi formalizada na Depac Centro. A investigação deverá apurar as responsabilidades individuais, incluindo a tentativa de agressão relatada pelo árbitro, a denúncia de injúria racial, eventuais ameaças e as circunstâncias em que a arma foi exibida dentro da quadra.
Portões fechados até a final
Após o episódio, a AG Eventos Esportivos, responsável pela Copa ABC de Futsal, decidiu restringir o acesso ao ginásio a atletas, integrantes das comissões técnicas, arbitragem e profissionais credenciados pela organização.
A proibição de torcida começa na próxima rodada e será mantida até a final do torneio. A medida impede a entrada de pais, familiares e demais espectadores nas arquibancadas.
A entidade também afastou o árbitro de todas as escalas restantes da competição e solicitou à FEEMS (Federação Escolar de Esporte de Mato Grosso do Sul) uma apuração detalhada sobre sua conduta. A organização afirmou que divergências esportivas não justificam violência e que a exibição de arma em uma competição infantojuvenil exige medidas rigorosas para preservar a segurança dos participantes.
Veja as imagens do momento da confusão.








